Montenegro faz queixa por "ato de desinformação" nas redes sociais
Leonardo Negrão

Montenegro faz queixa por "ato de desinformação" nas redes sociais

Foi difundida na rede social X uma falsa publicação de Donald Trump com imagem de mensagem atribuída ao primeiro-ministro português.
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Luís Montenegro, vai apresentar queixa por divulgação de publicação falsa.

"O Primeiro-Ministro de Portugal foi alvo de ato desinformação com elevada difusão pública. Aparentemente, com origem no utilizador 'Volksvargas', foi difundida na rede social X uma falsa publicação do Presidente dos Estados Unidos da América com imagem de mensagem atribuída ao Primeiro-Ministro de Portugal", diz um comunicado do gabinete de Luís Montenegro, que informa que "será apresentada queixa nas instâncias adequadas".

Em causa estará a seguinte publicação:

Nesta nota, o gabinete do PM aproveita para "realçar a importância de combater a desinformação e alertar os portugueses para a relevância de verificar a credibilidade das fontes informativas, em particular nas redes sociais"

A publicação do utilizador 'Volksvargas', que costuma comentar a atualidade com recurso ao humor e à sátira, imita aquelas que o presidente norte-americano, Donald Trump, publicou na rede social Truth a revelar conteúdos de mensagens (essas sim, verdadeiras) do presidente francês, Emmanuel Macron, e do secretário-geral da NATO, Mark Rutte.

Na publicação do utilizador Volksvargas, na suposta mensagem de Luís Montenegro para Donald Trump, o primeiro-ministro trata o presidente dos EUA por "supremo líder e grande arquiteto dos tempos modernos".

"Escrevo-lhe ainda entusiasmado com a magnitude das suas recentes conquistas e porque sei que o senhor valoriza muito isso. Enquanto outros na Europa se podem queixar das suas políticas tarifárias, eu vejo-as como aquilo que são: uma exigência de excelência e lealdade. Portugal não quer ser apenas mais um país da UE para si, queremos ser o seu principal parceiro no Atlântico. Até ao fim, estamos dispostos a discutir uma visão que assegure o acesso soberano americano às nossas ilhas dos Açores. Enquanto o resto da Europa paga pelos seus erros, que Portugal seja a excepção", lê-se.

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