Montenegro espera que diálogo seja retomado e manifesta preocupação com portugueses
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Montenegro espera que diálogo seja retomado e manifesta preocupação com portugueses

O primeiro-ministro não quantificou o número de portugueses que manifestaram vontade de abandonar a região.
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O primeiro-ministro português manifestou esta segunda-feira, 2 de março, o desejo de que o diálogo diplomático seja restabelecido rapidamente e que as hostilidades possam cessar, após os bombardeamentos realizados por Israel e Estados Unidos contra o Irão.

“O nosso desejo é que, muito rapidamente, seja restabelecido o diálogo diplomático e que as hostilidades possam cessar”, afirmou Luís Montenegro no final da sessão de apresentação do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR)2026, em Ponte da Barca (Viana do Castelo).

O chefe de Governo disse estar a acompanhar a situação dos portugueses na região “com muita preocupação”

“Neste momento, a nossa primeira preocupação são os portugueses que se encontram na região. Temos toda a nossa estrutura consular disponível e, no terreno, para tentar acudir a todas as solicitações”, frisou.

Luís Montenegro não quantificou o número de portugueses que manifestaram vontade de abandonar a região.

“Temos tido vários contactos e temos, sobretudo, feito um apelo para que todos quantos tenham essa necessidade, alguns dos quais são turistas que estão em trânsito e foram apanhados de completamente desprevenidos, possam ter acesso a um número de emergência e, através dele, entrar e contacto com o Governo para tentarmos, com as companhias aéreas agilizar o seu regresso a Portugal”, reforçou.

No domingo, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas revelou que Portugal recebeu 39 pedidos de repatriamento de Israel e que dois dos 13 portugueses residentes no Irão saíram do país de carro.

“Temos 11 [portugueses] que são residentes e que não pretendem sair. Pelo menos, não nos manifestaram essa vontade”, disse.

Há ainda portugueses retidos em países vizinhos em sequência do enecerramento do espaço aéreo na região.

Já esta segunda-feira, a autoridade de aviação civil dos Emirados Árabes Unidos informou que iria começar a operar "voos especiais" a partir dos aeroportos do país para permitir a partida de passageiros retidos, segundo a agência de notícias estatal.

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