Ministra admite que isolamento de vacinados pode parecer incoerente

Mariana Vieira da Silva refere que essa medida resulta "das orientações das organizações internacionais, nomeadamente do ECDC"

A ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, admitiu esta quinta-feira que o isolamento profilático de uma pessoa que já esteja vacinada pode parecer incoerente mas defendeu que essa "é uma avaliação individual".

"Eu compreendo bem o sentimento de que pode haver medidas que possam parecer não coerentes, elas próprias resultam até das orientações das organizações internacionais, nomeadamente do ECDC [Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças], em matéria de como lidar com um contacto de risco ou como lidar com o certificado de vacinação", afirmou a ministra.

Mariana Vieira da Silva falava na conferência de imprensa no final da reunião desta quinta-feira do Conselho de Ministros, que decorreu no Palácio da Ajuda, em Lisboa.

"Aquilo que queria dizer é que a avaliação que leva a um confinamento e que não me cabe aqui a mim justificar, é uma avaliação individual. Em cada caso há uma decisão em função de critérios que eu não conheço e não me cabe a mim conhecer", salientou.

A ministra de Estado e da Presidência sublinhou também que à medida que exista uma "percentagem maior de população vacinada, o risco será sempre menor porque os contactos serão cada vez mais entre duas pessoas vacinadas e não entre uma pessoa não vacinada e uma pessoa vacinada".

"E por isso a nossa prioridade deve ser procurar controlar a pandemia e procurar alcançar primeiro a vacinação de todos com mais de 60 anos, o primeiro objetivo que aqui estabelecemos, e depois de todos os maiores de idade nesta fase. E esse é o objetivo fundamental, contradições ou incoerências ou perceções de que há regras distintas julgo que todos vivemos com elas há 15 meses e arrisco-me dizer que continuaremos por mais algum tempo", afirmou ainda.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 4.004.996 mortos em todo o mundo, resultantes de mais de 185 milhões de casos de infeção pelo novo coronavírus, segundo o balanço mais recente feito pela agência France-Presse.

Em Portugal, desde o início da pandemia, em março de 2020, morreram 17.135 pessoas e foram registados 899.295 casos de infeção, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, a Índia ou a África do Sul.

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