Militar da GNR condenado por burlas está armado e barricado no posto de Felgueiras

Militar da GNR condenado por burlas está armado e barricado no posto de Felgueiras

Equipa de negociadores da GNR do Porto foi acionada para o local, com o intuito de tentar entrar em contacto com Sérgio Ribeiro, condenado a 13 anos de prisão por burlas a idosos.
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Sérgio Ribeiro, militar da Guarda Nacional Republicana (GNR) condenado a 13 anos de prisão por burlas, barricou-se durante a tarde desta terça-feira, 30 de dezembro, no posto de Felgueiras.

De acordo com informação avançada à agência Lusa por fonte policial, o arguido reagiu mal quando militares da GNR tentaram executar o mandado de condução à cadeia de Tomar, distrito de Santarém, para o cumprimento da pena, tendo decidido barricar-se no interior do posto onde estava atualmente colocado.

Segundo a mesma fonte, o arguido, que está barricado há várias horas, considera que a decisão judicial ainda não transitou em julgado, alegando estar por decidir um recurso.

De acordo com o JN, o militar está armado e terá a arma pronta a disparar. Por volta das 20 horas, Sérgio Ribeiro estava fechado na caserna e sem acesso ao armeiro do posto, enquanto dois veículos da GNR e uma ambulância permaneciam à porta do posto.

Uma equipa de negociadores da GNR do Porto foi acionada para o local e já terá conseguido entrar em contacto com Sérgio Ribeiro, que se terá barricado após ter tido conhecimento de que seria preso para cumprir pena.

O militar, colocado à data das burlas no posto da GNR de Fafe, tem 13 anos de cadeia para cumprir por instigar um esquema de burlas superiores a 400 mil euros, que lhe permitiu ter uma vida de luxo, juntamente com a mulher, que era auditora de justiça e futura juíza.

Em novembro de 2022, o Tribunal de Guimarães (tribunal de primeira instância) condenou o arguido por dezenas de crimes de instigação de burla qualificada e por branqueamento de capitais, aplicando-lhe, em cúmulo jurídico, a pena única de 13 anos de cadeia, assim como a proibição do exercício de funções de GNR por um período de cinco anos.

Após recursos, a pena viria a ser confirmada, primeiro, em junho de 2024, pelo Tribunal da Relação de Guimarães, e em março deste ano, pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ).

Na acusação, o Ministério Público (MP) sustentava que o esquema passou por o pai do GNR, "muito conhecido, considerado e com boa reputação na sua área de residência, acolitado pela sua mulher sempre que necessário, pedir dinheiro emprestado a pessoas que nele confiavam, geralmente pessoas de idade, enganando-as com uma simulada situação de urgência e aflição".

Segundo o MP, através deste esquema de burlas, conseguiram mais de 400 mil euros, os quais permitiram uma vida de luxo ao filho (GNR) e à mulher, auditora de justiça.

Em relação à esposa do militar da GNR, o STJ manteve a pena suspensa de quatro anos e meio a que tinha sido condenada por branqueamento.

Os pais do militar da GNR também foram condenados.

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