Autópsia levanta dúvidas sobre morte do estudante

Os relatório final da autópsia só estará concluído dentro de pelo menos 7 a 8 semanas

A autópsia ao estudante que morreu no Porto na sexta-feira passada foi realizada sábado de manhã, mas os resultados não permitiram, para já, saber conclusivamente qual foi a causa da morte. Fonte oficial do Instituto Nacional de Medicina Legal disse ao DN que, no final da autópsia, foram pedidos exames de toxicologia - para detetar a presença de álcool ou substâncias psicotrópicas no organismo - e de histologia - análise aos tecidos dos órgãos para detetar a presença de malformações.

Ambos os exames são pedidos "muito frequentemente", acrescentou a mesma fonte, e os resultados demorarão entre sete e oito semanas. O relatório final da autópsia nunca será, portanto, divulgado antes disso.

O jornal Público cita fonte policial em afirmar que a autópsia permitiu concluir que nem as agressões que o jovem sofreu nem a sua queda foram causas da morte.

Recorde-se que o caso da morte do jovem de 20 anos na madrugada de sexta-feira tinha inicialmente sido enquadrado como um homicídio. Joel Rafael, natural de Baião, tinha sido agredido num parque de estacionamento do Porto, na madrugada de sexta-feira, por um grupo de outros universitários, e morreu pouco depois. Ao final da tarde de sexta-feira, porém, a Polícia Judiciária revelava que a agressão não fora a causa da morte, mas sim uma queda acidental que o jovem sofreu após ter sido afastado dos agressores por uma amiga.

A confirmar-se a informação avançada pelo Público, o rapaz também não teria morrido da queda, suspeitando a polícia da possibilidade de uma doença súbita que o tivesse feito cair desamparado, como é visível em imagens de videovigilância do parque de estacionamento onde o jovem morreu.

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