O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida
O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro AlmeidaPAULO CUNHA / Lusa

Mau tempo: Governo flexibiliza prazos e prolonga apoios à reconstrução para lá de junho

Volume avassalador de candidaturas em Leiria e na Marinha Grande força Executivo a admitir que meta inicial era apenas "indicativa".
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O Governo vai alargar o prazo para a validação e atribuição dos apoios financeiros destinados à reconstrução das habitações danificadas pelo mau tempo do início do ano. A garantia foi dada pelo ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, que assumiu a impossibilidade de cumprir a meta inicial de 30 de junho face ao elevado número de processos pendentes na região Centro, particularmente nos concelhos de Leiria e da Marinha Grande.

Com mais de 14 mil candidaturas acumuladas apenas nestes dois municípios — superando as 10.800 em Leiria e as 3365 na Marinha Grande —, a capacidade de resposta administrativa das autarquias e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR Centro) ficou sob forte pressão. Perante este cenário, Castro Almeida desdramatizou a derrapagem no calendário original, classificando-o como um objetivo referencial e não como uma barreira rígida.

"O importante não é o dia 30 de junho, o importante é que as casas sejam recuperadas e que as pessoas tenham o apoio de que necessitam", afirmou o governante, citado pela Lusa, sublinhando que o processo de análise continuará a avançar pelo mês de julho, se necessário.

O governante falava à margem do lançamento da campanha "Nem tudo o que vês é jogo seguro", promovida pela Direção-Geral do Consumidor (DGC) para combater o jogo ilegal online.

O foco do Executivo mantém-se, assegurou, na triagem rigorosa para assegurar que as verbas chegam prioritariamente às famílias que perderam a sua habitação própria permanente.

Os apoios em causa visam mitigar os estragos severos provocados pelas tempestades que fustigaram o território nacional nos primeiros meses de 2026.

A decisão de estender o período de avaliação será um alívio para as estruturas locais, que já antecipavam a total incapacidade de concluir as vistorias e a respetiva validação documental no prazo inicialmente estipulado.

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