Marcelo manifesta pesar pela morte de piloto em queda de avião de combate a fogos

O primeiro-ministro recebeu a notícia da morte do piloto do avião de combate a incêndios com "grande consternação" e o responsável pela pasta da Administração Interna referiu-se a um "momento trágico".

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, manifestou esta sexta-feira "pesar muito profundo" pela morte do piloto do avião de combate a incêndios, após a queda da aeronave que pilotava se ter despenhado em Castelo Melhor, no concelho de Foz Coa.

Marcelo Rebelo de Sousa, que falava à estação CNN Portugal, endereçou uma mensagem de solidariedade à família do piloto, realçando que este foi "vítima do seu serviço à comunidade" de "combate aos incêndios".

O chefe de Estado adiantou que o piloto serviu na Força Aérea portuguesa.

Marcelo Rebelo de Sousa indicou ainda que tenciona estar presente nas cerimónias fúnebres.

"É um momento doloroso, precisamente quando parecia que o panorama global nesta semana de pico [de incêndios] estava a ter uma evolução de moderação e estabilização", referiu.

O Presidente da República manifestou também uma "palavra de pesar e de coragem" para aqueles "que estão a combater e vão continuar a combater os fogos".

O piloto de um avião anfíbio de combate a incêndios morreu hoje após a queda da aeronave que pilotava, numa vinha da Quinta do Crasto, em Castelo Melhor, concelho de Foz Coa, distrito da Guarda.

"Estava num combate a um incêndio em Torre de Moncorvo e é uma perda que nos choca a todos", disse Marcelo Rebelo de Sousa em declarações à CM TV.

Costa recebe notícia com "grande consternação"

O primeiro-ministro, António Costa, também lamentou a morte do piloto do avião anfíbio de combate a incêndios.

"Foi com grande consternação que tomei conhecimento do falecimento do piloto que operava uma aeronave que caiu esta tarde no combate ao incêndio em Torre de Moncorvo. Endereço as mais sentidas condolências à família e amigos", pode ler-se, na publicação de António Costa na rede social Twitter.

O chefe do governo português transmitiu ainda a todos os operacionais no terreno, na mesma publicação, uma palavra de "solidariedade e agradecimento pelo empenho e dedicação no combate aos incêndios que têm fustigado" o país.

O ministro da Administração Interna lamentou hoje a morte do comandante-piloto de um avião de combate a incêndios, solidarizando-se neste "momento trágico" com todos os que prestam "um serviço inestimável" na luta contra os fogos.

"Momento trágico", diz ministro da Administração Interna

"Apresento as mais sentidas condolências à família do comandante-piloto que hoje faleceu na sequência de um acidente com um avião de combate a incêndios, enquanto operava no combate a um incêndio em Torre de Moncorvo, Bragança", lê-se numa nota do ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro.

Classificando o momento como "trágico", José Luís Carneiro endereça "uma palavra de solidariedade a todos aqueles que, de forma empenhada, profissional e generosa, prestam um serviço inestimável ao país no combate aos incêndios", salientando que os seus pensamentos estão com todos os que integram "este esforço nacional".

"Estendo este voto de profundo pesar aos amigos e colegas que integram o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais", acrescenta o ministro da Administração Interna, agradecendo também às autoridades que cooperaram nas operações de resgate.

João Paulo Sousa, presidente da Câmara de Vila Nova de Foz Côa, confirmou à Lusa que o piloto de um avião anfíbio de combate a incêndios perdeu vida após a queda da aeronave que pilotava se ter despenhado, numa vinha da Quinta do Crasto, em Castelo Melhor.

"O óbito foi decretado no local pela equipa médica do helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Médica. O corpo do piloto ficou carbonizado e o avião anfíbio completamente destruído", disse João Paulo Sousa.

Segundo uma nota da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), o alerta para o acidente foi dado às 19:55 e o "avião anfíbio médio FireBoss, do Centro de Meios Aéreos de Viseu, afeto ao Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais" estava a operar num incêndio em Torre de Moncorvo, no distrito de Bragança.

No 'briefing' da Proteção Civil sobre a situação dos incêndios, pelas 20:30, o comandante nacional da ANEPC, André Fernandes, adiantou que foram enviados para o local um helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Médica, meios de busca e salvamento da Força Aérea, meios dos bombeiros dos distritos da Guarda e de Bragança, elementos da Polícia Marítima, além de um helicóptero de coordenação da Proteção Civil.

O Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários vai mobilizar equipas de investigação de maneira a estar no local ao nascer do dia de sábado.

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