R(t) sobe para 0,97 e Portugal está mais perto da zona amarela

Num dia, foram reportados mais 548 casos de covid-19 e nove mortes, indica o boletim diário da DGS. Há mais dois doentes em unidades de cuidados intensivos.

Portugal registou, nas últimas 24 horas, 548 casos de covid-19, de acordo com a Direção-Geral da Saúde (DGS). O boletim epidemiológico desta sexta-feira (2 de abril) indica também que morreram mais nove pessoas devido à infeção pelo novo coronavírus.

Os dados da DGS mostram que há agora 513 doentes com covid-19 internados (menos 25 do que na quinta-feira), dos quais 131 estão em unidades de cuidados intensivos (mais dois face ao dia anterior).

O índice de transmissibilidade, o chamado R(t), subiu em Portugal para 0,97, a nível nacional, mas também tendo em conta apenas o território continental.

Uma ligeira subida foi registada na incidência do vírus, com 65,6 casos de infeção pelo SARS-CoV-2 por cada 100 mil habitantes, a nível nacional. Mas se tivermos em conta só o território continental o nível de incidência situa-se nos 62,9 casos por cada 100 mil habitantes.

Com estes dois indicadores, o R(t) e a incidência do vírus no país, Portugal mantém-se na zona verde da matriz de risco, mas aproxima-se da zona amarela.

O boletim diário da DGS indica também que, nas últimas 24 horas, 743 pessoas recuperaram da doença, num total de 779 655.

Portugal soma agora 822 862 diagnósticos de covid-19 e 16 868 óbitos desde o início da pandemia. Atualmente, o país tem 26 339 casos ativos da doença (menos 204 em relação ao dia anterior).

Das nove mortes reportadas no relatório da DGS, sete ocorreram em Lisboa e Vale do Tejo e as restantes nas regiões do Centro e Algarve.

Lisboa​​​​​​ e Vale do Tejo também é a região que regista mais novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, com a notificação de 220 diagnósticos. Já no Norte verificam-se 179 novas infeções, sem registo de óbitos entre ontem e hoje.

Registados mais 73 casos no Centro, 26 no Alentejo e 35 no Algarve. Na Madeira foram identificadas 11 novas infeções e nos Açores mais quatro casos de covid-19.

A DGS indica também que há 16 121 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde (mais 171).

Esta atualização da evolução da pandemia em Portugal surge depois de se saber que o Governo vai avançar com a segunda fase do plano de desconfinamento. Mas o Executivo liderado por António Costa admite, no entanto, modelar as medidas se o Índice de Transmissibilidade continuar o caminho que está a fazer para a zona amarela.

Assim, na segunda-feira são retomadas as aulas presenciais para os alunos do 5º ao 9º ano e vão reabrir esplanadas (inclusivamente com refeições), com máximo de quatro pessoas por mesa. Vão reabrir também os museus, monumentos, palácios, sítios arqueológicos e galerias, que podem estar abertos até às 22:30 aos dias de semana e 13:00 aos fins de semana e feriados, segundo o Governo.

Consulte aqui na íntegra o documento apresentado por António Costa.

"O tradicional almoço de Páscoa deve ser mesmo evitado", apelou o primeiro-ministro

Na véspera do feriado de Sexta-feira Santa, o primeiro-ministro apelou novamente aos portugueses para que evitem os convívios durante o período da Páscoa, considerando que isso será "absolutamente fundamental" para evitar a propagação de casos de infeção de covid-19.

"Evitar os convívios com outras pessoas é absolutamente fundamental. O tradicional almoço de Páscoa deve ser mesmo evitado", disse António Costa, na conferência de imprensa realizada após o conselho de ministros.

O primeiro-ministro recordou que até ao final do dia 5 de abril se mantém em vigor a proibição de circulação entre concelhos.

O chefe de Governo salientou que estes momentos de convívio em que as pessoas se juntam à volta da mesa, e naturalmente sem máscara, "são focos de transmissão da doença".

"Renovo o apelo para que todos façamos o esforço de evitar que esta Páscoa possa ser uma Páscoa infeliz", disse.

Testes rápidos começam a ser vendidos em 500 farmácias de Portugal continental

E no combate à pandemia a estratégia passa não só pela prevenção, vacinas, mas também pela testagem. A partir desta sexta-feira, os testes antigénicos à presença do SARS-CoV-2 que podem ser feitos em casa começaram a ser vendidos nas farmácias.

De acordo com a Alliance Healthcare, haverá 500 farmácias em Portugal continental preparadas para comercializar os testes.

Em comunicado enviado às redações, a empresa garantiu que "um primeiro lote de 500 farmácias já poderá dispensar" estes testes, em "todos os distritos" de Portugal.

Durante o fim de semana, os testes antigénicos também deverão chegar às farmácias das regiões autónomas da Madeira e dos Açores, prossegue a nota da empresa de distribuição de medicamentos e produtos farmacêuticos.

Numa primeira fase estarão garantidos 120 000 testes deste tipo à presença do SARS-CoV-2.

Desde o início da pandemia, mais de 129 milhões de pessoas foram infetadas em todo o mundo

A nível mundial, a pandemia de covid-19 matou pelo menos 2 829 089 pessoas em todo o mundo desde que foram detetados os primeiros casos da doença na China foi, no final de 2019, de acordo com o balanço feito esta sexta-feira pela AFP, feito com base em fontes oficiais. A grande maioria dos doentes recuperou, mas uma parte ainda mal avaliada revela sintomas durante semanas ou até meses.

A agência de notícias francesa refere ainda mais de 129 564 590 casos de infeção diagnosticados desde o início da epidemia.

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