Fogo com início na Covilhã em "situação de maior pressão" em Manteigas

Elísio Oliveira, comandante operacional de Lisboa e Vale do Tejo disse que neste momento não há aldeias em perigo, mas admitiu que a rotação do vento "pode fazer com que se dirija para aglomerados populacionais".

O incêndio que deflagrou no sábado na localidade de Garrocho (Covilhã) tem como "situação de maior pressão" o triângulo Sameiro, Vale da Amoreira e Manteigas afirmou esta quarta-feira o comandante Operacional de Lisboa e Vale do Tejo.

"O que preocupa e o que temos identificado como situação de maior pressão, neste momento, é o triângulo Sameiro, Vale da Amoreira e Manteigas. É toda uma área em que as condições meteorológicas estão a agravar-se e vão continuar assim até às 19:00", afirmou Elísio Oliveira.

O responsável falava durante uma conferência de imprensa, realizada na Junta de Freguesia do Teixoso (Covilhã), sobre o incêndio que lavra desde sábado nos concelhos da Covilhã (distrito de Castelo branco) e de Manteigas (distrito da Guarda).

"Todo o esforço está voltado, neste momento, para este triângulo. Ele [incêndio] está intenso e as condições meteorológicas não são favoráveis. Estamos a evitar, a todo o custo, correr atrás do incêndio", sublinhou.

O incêndio deflagrou às 03:18 de sábado, na localidade de Garrocho, freguesia de Cantar-Galo e Vila do Carvalho, no concelho da Covilhã (Castelo Branco), e alastrou para Manteigas, no distrito da Guarda.

Na conferência de imprensa, Elísio Oliveira disse que neste momento não há aldeias em perigo, mas admitiu que a rotação do vento "pode fazer com que se dirija para aglomerados populacionais".

"Digamos que de todo o incêndio, o que diz respeito à área da Covilhã não é a nossa grande preocupação. A preocupação é Manteigas e poderá surgir aqui a hipótese de avançar para outros concelhos. Estamos a fazer tudo para evitar isso", sublinhou.

O comandante realçou que se trata de um "trabalho muito difícil" e que obriga a uma permanente movimentação dos operacionais no terreno para "evitar o avanço".

"Estamos a fazer os possíveis, mas as condições não são as mais favoráveis para o combate. A grande preocupação é evitar que as coisas se compliquem", concluiu.

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