Mais internados. R(t) e incidência descem em dia com 12 mortes

Há mais 17 pessoas internadas devido à covid-19, sendo, no total, 682, indica o relatório diário da DGS. Índice de transmissão, R(t), e a taxa de incidência descem. Foram registados mais 663 casos de infeção.

O boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) indica que Portugal registou 663 novos casos de covid-19. O relatório desta segunda-feira (6 de setembro) refere que no mesmo período morreram mais 12 pessoas devido à infeção por SARS-CoV-2.

Número de hospitalizações aumenta, sendo que há agora 682 internados com a doença (mais 17 face ao reportado no domingo), dos quais 140 estão em unidades de cuidados intensivos (mais dois).

Há, no entanto, mais 1 109 pessoas que recuperaram da covid-19, totalizando 987 935, ou seja, registaram-se mais recuperados do que infetados em 24 horas. Desta forma, o número de casos ativos da doença desce para 41 965 (menos 458).

No que se refere aos valores da matriz de risco, regista-se um recuo, tanto nos valores do índice de transmissibilidade como na taxa de infeção.

Relatório da DGS indica que o R(t) passou de 0,96 para 0,92 a nível nacional. Tendo só em conta o território continental, este indicador está agora nos 0,93 (antes estava em 0,97).

O mesmo acontece com a taxa de incidência a 14 dias, que passa de 295,5 para 276,0 casos de infeção por 100 mil habitantes a nível nacional. No continente, passa de 302,6 para 283,8 infetados por 100 mil habitantes.

Norte é a região com o maior número de novos casos, com 254, seguida de Lisboa e Vale do Tejo, com 185.

Verificaram-se mais 97 infeções no Algarve, 55 no Centro, 42 no Alentejo, 25 na Madeira e cinco nos Açores.

Das 12 mortes registadas em 24 horas, seis ocorreram na região da capital, três no Norte, duas no Centro e uma no Algarve.

Seis vítimas mortais tinham mais de 80 anos, três entre 70 e 79 anos, duas entre 60 e 69 anos, tendo ocorrido mais um óbito na faixa etária entre 50 e 59 anos.

Com este último balanço, a DGS indica que, desde o início da pandemia, Portugal confirmou 1 047 710 casos de covid-19 e 17 810 óbitos.

Mais de 14 mil suspeitas de reações adversas às vacinas registadas em Portugal

Dados atualizados da pandemia em Portugal no dia em que o Infarmed revela que foram registadas mais de 14 mil suspeitas de reações adversas às vacinas contra a ​​​​​​​covid-19, sendo que houve 82 casos de morte comunicados em idosos. Mas não está demonstrada a relação causa-efeito, refere também a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde.

De acordo com o último relatório, até ao dia 31 de agosto foram notificadas 14 447 reações adversas (uma por cada 1000 vacinas administradas), a maior parte (7581) referentes à vacina da Pfizer/BioNtech (Comirnaty), seguindo-se a da AstraZeneca (Vaxzevria), com 4188, a da Moderna (Spikevax), com 1486, e a da Janssen, com 1136 casos.

Os dados do Infarmed indicam, portanto, que por cada mil doses administradas foram comunicadas uma reação adversa no caso das vacinas da Pfizer (Comirnaty), Moderna e Jansen, enquanto no caso da caso da AstraZeneca (Vaxzevria) o valor passa para duas.

85% da população com a primeira dose da vacina contra a covid-19

Ainda no que se refere à vacinação, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, anunciou no domingo que Portugal atingiu os 85% da população imunizada com a primeira dose da vacina.

"Hoje [domingo] é um dia importante para todos nós. 85% da população portuguesa tem uma dose da vacina e esse é um resultado que devemos todos, enquanto povo, estar bastante orgulhosos", salientou Graça Freitas na SIC Notícias.

Segundo a responsável da DGS, "há sempre algum cuidado em encarar o outono e o inverno", estações de "grande stress em termos da saúde", devido à circulação de vírus respiratórios, mas salientou que, este ano, ao contrário do que aconteceu em 2020, a maior parte da população vai estar imunizada contra o SARS-CoV-2.

E devido à elevada taxa de vacinados, os quatro centros de vacinação do Douro Norte reduzem para metade o horário de funcionamento a partir de terça-feira e, no final do mês, os meios começarão a ser deslocados para os centros de saúde.

A informação foi dada esta segunda-feira pelo diretor executivo do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Douro I - Marão e Douro Norte, Gabriel Martins, que referiu que o volume de utentes que se querem vacinar "começa a ser residual".

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