Internamentos diminuem em dia com 5754 novos casos e 16 mortes

Dados da DGS indicam que há agora 904 pessoas internadas devido à covid-19, das quais 153 estão em unidades de cuidados intensivos.

No dia em que o Governo anuncia novas medidas no combate à pandemia, Portugal registou, em 24 horas, 5754 novos casos de covid-19, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS). Há ainda mais 16 mortes associadas à infeção por SARS-CoV-2, indica o relatório desta terça-feira (21 de dezembro).

Dados da DGS indicam que há agora 904 pessoas internadas devido à covid-19 (menos 39 do que no dia anterior), das quais 153 estão em unidades de cuidados intensivos (mais uma do que na véspera).

Portugal tem, atualmente, 72 887 casos ativos da doença (menos 813 do que na segunda-feira, indica a DGS em mais uma atualização dos dados da pandemia no país.

O maior número de novos contágios foi registado na Região de Lisboa e Vale do Tejo (2727), seguido da Região Norte (1433) e Centro (962). No Algarve há hoje mais 238 positivos e no Alentejo mais 138 infeções. A Região Autónoma da Madeira continua com números elevados, tendo reportado mais 207 casos de covid-19 nas últimas 24 horas, enquanto os Açores tem hoje mais 49 infetados.

Os óbitos ocorreram nas regiões de Lisboa (8), Algarve (3), Centro (2), Norte (2) e Alentejo (1).

Esta terça-feira fica marcada pelo Conselho de Ministros extraordinário que aprovou a adoção de medidas de combate e prevenção à covid-19.

Antecipação de teletrabalho obrigatório

A reunião do Conselho de Ministros, a última antes do Natal, estava prevista para se realizar na próxima quinta-feira, como é habitual, mas o líder do executivo decidiu antecipá-la já para terça-feira.

Teletrabalho obrigatório a partir de dia 27 de dezembro, a lotação de espaços e o alargamento do prazo para as trocas e devoluções de presentes de Natal estiveram em cima da mesa.

"Esta antecipação resulta do facto de propostas recebidas pelo grupo de epidemiologista que têm apoiado o executivo. Como são medidas com impacto na vida das pessoas, convém que sejam tomadas com antecedência, tendo em vista tornar possível uma melhor preparação e adaptação", declarou uma fonte do executivo à Lusa.

"Uma "situação de altíssima incerteza", diz diretora-geral da Saúde

Já na segunda-feira, a diretora-geral da Saúde admitiu que "uma semana de contenção" pode não ser suficiente para estancar o crescimento da pandemia de covid-19 provocado pela variante Ómicron.

"Estamos a lidar com um fenómeno diferente, novo em relação ao que tínhamos há duas, três semanas e pode ser necessário ampliar mais ou menos esse período [de contenção]", afirmou, em entrevista no Polígrafo SIC.

A responsável disse que o Governo "tem toda a legitimidade" e "toda a informação" para tomar decisões, mas explicou que a DGS foi consultada para adoção de novas medidas que foram decididas na reunião extraordinária do Conselho de Ministros.

Graça Freitas considerou que existe uma "situação de altíssima incerteza" devido à disseminação acelerada do vírus provocada pela variante Ómicron e assumiu estar preocupada que o aumento de contágios se reflita nos hospitais.

"Mesmo que ela não se venha a revelar muito grave, pode só pelo volume potencial de novos casos vir a gerar pressão sobre o sistema de saúde", admitiu, sublinhando a importância da dose de reforço da vacina contra a covid-19 e a testagem.

"Temos de estar muito atentos. Começou há muitos poucos dias e atingiu proporções acentuadas e graves em dois países da Europa. É por essa incerteza que estamos atentos e vigilantes", acrescentou.

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