Graça Freitas admite que "uma semana de contenção" pode não ser suficiente

Diretora-geral da Saúde fala em "situação de altíssima incerteza" em relação à Ómicron

A diretora-geral da Saúde admite que "uma semana de contenção" pode não ser suficiente para estancar o crescimento da pandemia de covid-19 provocado pela variante Ómicron.

"Estamos a lidar com um fenómeno diferente, novo em relação ao que tínhamos há duas, três semanas e pode ser necessário ampliar mais ou menos esse período [de contenção]", afirmou, em entrevista no Polígrafo SIC.

A responsável diz que o Governo "tem toda a legitimidade" e "toda a informação" para tomar decisões, mas explicou que a DGS foi consultada para adoção de novas medidas que serão decididas na reunião extraordinária desta terça-feira do Conselho de Ministros.

Graça Freitas considera que existe uma "situação de altíssima incerteza" devido à disseminação acelerada do vírus provocada pela variante Ómicron e assumiu estar preocupada que o aumento de contágios se reflita nos hospitais.

"Mesmo que ela não se venha a revelar muito grave, pode só pelo volume potencial de novos casos vir a gerar pressão sobre o sistema de saúde", admitiu, sublinho a importância da dose de reforço da vacina contra a covid-19 e a testagem.

"Temos de estar muito atentos. Começou há muitos poucos dias e atingiu proporções acentuadas e graves em dois países da Europa. É por essa incerteza que estamos atentos e vigilantes", acrescentou.

Graça Freitas revelou ainda que a maior parte dos óbitos registados nas últimas semanas são idosos com mais de 80 anos e com comorbilidades. "Temos tido um padrão de óbitos que é caracterizado por idosos, a maior parte das pessoas têm mais de 80 anos e com comorbilidades. Muitas destas pessoas estão completamente vacinadas porque vêm de um universo de gente vacinada", salientou, reiterando que a "probabilidade de morte e de internamento é maior em pessoas não vacinadas".

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