Internamentos disparam. Incidência sobe e R(t) está a 1,20 no continente

Verificam-se mais 1483 casos de covid-19 e cinco mortes, indica relatório da DGS. Há mais 46 pessoas hospitalizadas, elevando para 613 o número de internados, dos quais 136 doentes estão em unidades de cuidados intensivos.

Registaram-se, nas últimas 24 horas, 1483 novos casos de covid-19 em Portugal, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS). O relatório desta segunda-feira (5 de julho) indica que morreram mais cinco pessoas devido à infeção pelo novo coronavírus.

Os dados da autoridade nacional de saúde mostram que há um aumento significativo de hospitalizações. Verificam-se mais 46 doentes internados, elevando para 613 o número total. Nas unidades de cuidados intensivos, estão agora 136 pessoas (mais oito face a domingo).

Esta é a maior subida no número de internamentos desde 8 de fevereiro, dia em que a DGS indicou que tinham sido hospitalizadas mais 93 pessoas.

No relatório foi também atualizado o índice de transmissibilidade, o denominado R(t), que regista uma subida. Passa de 1,16 para 1,19 a nível nacional e de 1,17 para 1,20 no continente.

A tendência crescente na incidência a 14 dias mantém-se, sendo que o valor deste indicador está agora nos 224,6 casos de infeção por SARS-CoV-2 por 100 mil habitantes a nível nacional e 231,0 casos se tivermos só em conta o território continental.

Na sexta-feira, a incidência da infeção em Portugal continental estava nos 194,2 casos por 100 mil habitantes, enquanto o valor para a totalidade do território se situava nos 189,4.

O índice de transmissibilidade e a incidência da infeção são os indicadores da matriz de risco, a partir da qual o Governo gere o processo de desconfinamento.

Portugal está na zona vermelha, no limite da matriz de risco.

Lisboa e Vale do Tejo continua a ser a região com o maior número de novos casos (802), o que representa 54,08% do total nacional de novas infeções.

Portugal com 38 820 casos ativos da doença

Verificaram-se mais 314 casos no Norte, 203 no Algarve, 93 no Centro e 24 no Alentejo. Os Açores registaram mais 32 diagnósticos e foram reportados 15 novos casos na Madeira.

Dos cinco óbitos registados em 24 horas, três ocorreram em Lisboa e Vale do Tejo e os restantes no Norte e Algarve.

Três das vítimas mortais tinham mais de 80 anos e as restantes tinham entre os 60 e os 79 anos.

Desde o início da pandemia, foram reportados em Portugal 890 571 casos de infeção, 17 117 mortes e 834 625 recuperados, dos quais 773 registados entre ontem e hoje.

A DGS indica também que há mais 1142 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde, são, no total, 59 442.

Atualmente, o país soma 38 829 casos ativos da doença (mais 705 face ao dia anterior), indica ainda o relatório da DGS no dia em que o primeiro-ministro, António Costa, terminou o isolamento profilático, após contacto com um membro do gabinete que testou positivo à covid-19.

Também esta segunda-feira o Serviço Nacional de Saúde (SNS) informou que foram administradas mais de nove milhões de doses de vacinas contra a cocid-19 em Portugal continental.

O processo de inoculação está a acelerar no país, sendo que, desde domingo, as pessoas entre os 18 e os 29 anos começaram a ser vacinadas contra a covid-19 por ordem decrescente de idade, segundo a task force que coordena o plano de vacinação.

A convocação desta faixa etária é feita através do agendamento central, com os utentes a receberem uma mensagem SMS ou um telefonema dos serviços de saúde, mas o auto agendamento ficará, gradualmente, disponível até aos 18 anos.

Autorizado uso de exames da segunda fase para a primeira do concurso ao ensino superior

A Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior decidiu que os alunos impedidos de realizar exames nacionais, devido à covid-19 ou por doenças graves, vão poder usar os exames da 2.º fase como prova de ingresso na primeira fase dos concursos de acesso ao ensino superior.

Devido à pandemia de covid-19 que, entre outras situações, pode obrigar ao isolamento profilático de alunos que já estão em época de exames, a Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior decidiu criar esta medida excecional para tentar minimizar "eventuais impactes discriminatórios".

"Os exames finais nacionais do ensino secundário realizados na 2.ª fase de exames do ano letivo 2020-2021 podem, a título excecional, ser utilizados como provas de ingresso na 1.ª fase dos concursos de acesso e ingresso ao ensino superior de 2021-2022", refere a deliberação publicada esta segunda-feira em Diário da República.

EUA estão perto de declarar a independência do "vírus mortal", anuncia Biden

No plano internacional, o presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou, no domingo, que o país está "mais perto do que nunca" de declarar a sua independência do "vírus mortal", referindo-se à pandemia do coronavírus.

"Hoje celebramos a América, a nossa liberdade, a nossa independência. O 4 de Julho é um dia sagrado no nosso país", disse Biden no seu discurso por ocasião desta data patriótica, o Dia da Independência.

"Estamos a sair da escuridão de um ano de pandemia e isolamento", acrescentou, que intitulou esta celebração como o "Dia da Independência e a independência da covid-19".

Contudo, advertiu que a batalha contra a covid-19 ainda não terminou. "Temos muito trabalho a fazer", disse Biden, que insistiu que o vírus "não foi derrotado", recordando que surgiram variantes "poderosas" como o Delta, inicialmente detetado na Índia.

"Se ainda não foram vacinados, vacinem-se agora", disse Biden, acrescentando: "Não queremos voltar ao ponto em que estávamos há um ano".

Pandemia é responsável por 3,98 milhões de mortes

No que se refere aos dados mundiais da pandemia, a infeção por SARS-CoV-2 é responsável por, pelo menos, 3,98 milhões de mortes, desde que foram detetados os primeiros casos de covid-19 na cidade chinesa de Wuhan, em dezembro de 2019, indica o balanço da agência de notícias AFP.

Os dados mostram que nas últimas 24 horas foram registados 6 466 mortos e 331 101 casos em todo o mundo. Os países com maior número de mortos foram o Brasil, com 830 óbitos, a Índia (723) e a Rússia (654).

No total, mais de 183 741 570 casos de infeção foram diagnosticados desde o início da pandemia. A grande maioria dos doentes recupera, mas uma parte ainda mal avaliada continua com sintomas durante semanas ou até meses.

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