Margarida Blasco, ministra da Administração Interna
Margarida Blasco, ministra da Administração InternaGerardo Santos / Global Imagens

MAI assegura que "não existiu, nem existe, qualquer risco de acesso a informação confidencial"

Suspeito de assalto à Secretaria-Geral da Administração Interna tem 39 anos e um vasto histórico criminal, tendo cumprido pena de prisão em França por crimes de igual natureza, fugido dos estabelecimentos prisionais franceses e regressado no início do presente ano a Portugal, onde tem praticado ilícitos semelhantes.
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O Ministério da Administração Interna (MAI) confirmou esta quarta-feira a detenção, levada a cabo às 19:20 desta segunda-feira por parte da Polícia de Segurança Pública (PSP), do individuo de 39 anos responsável pela intrusão e furto no edifício onde funciona a Secretaria-Geral da Administração Interna (SGMAI), na Rua de São Mamede, em Lisboa.

O MAI sublinha que esse edifício não é o local onde funciona o Ministério, que está instalado na ala oeste da Praça do Comércio (Terreiro do Paço).

O MAI esclarece ainda que, “contrariamente ao que vem sendo propalado, não corresponde à verdade que as câmaras de videovigilância, do edifício que sofreu a intrusão, estivessem avariadas ou desligadas, na altura da intrusão, já que estavam a funcionar normalmente e as imagens eram visíveis no respetivo posto de controlo”. “É, no entanto, verdade que havia uma falha na gravação de imagens que é uma coisa distinta do que vem sendo propalado por várias fontes não fidedignas, mas que não impediram a identificação do suspeito e a sua, agora, detenção”, indica a nota enviada às redações.

Segundo o MAI, dois oito computadores furtados, só dois estavam a uso e os restantes eram computadores de reserva/substituição. “Porém, em ambos os casos, seja nos computadores de reserva/substituição, seja no caso dos dois computadores que estavam a uso, não existiu, nem existe, qualquer risco de acesso a qualquer informação e ou documentos, confidenciais ou não. Mais se esclarece que os computadores furtados eram meros terminais de acesso a informação sediada em servidor e, logo, não acessível apenas com o computador, sem acesso à mesma. Ainda, assim, estes computadores não estavam, nem estiveram, ligados, nem tem acesso, a informação classificada ou de relevância”, esclarece o ministério.

A detenção ocorreu na sequência do desenvolvimento da investigação levada a cabo pela Divisão de Investigação Criminal de Lisboa, “que detém um efetivo conhecimento intrínseco da área, o que permitiu, num curto período de tempo, a identificação e intercetação do autor do crime que, após diligências para recolha de prova, culminou na sua detenção fora de flagrante delito, através de mandado de detenção, emanado pela Autoridade de Polícia Criminal”.

Segundo as informações recolhidas, o detido tem um vasto histórico criminal, tendo cumprido pena de prisão em França por crimes de igual natureza, fugido dos estabelecimentos prisionais franceses e regressado no início do presente ano a Portugal, onde tem praticado ilícitos semelhantes.

O detido vai ser presente à Autoridade Judiciária para efeitos de primeiro Interrogatório Judicial, para aplicação das medidas de coação.

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