Cais das Colunas, à Praça do Comércio, na zona ribeirinha de Lisboa.
Cais das Colunas, à Praça do Comércio, na zona ribeirinha de Lisboa.Foto: Leonardo Negrão

Lisboa faz primeiro grande teste de alerta de tsunamis com sirenes entre a Praça do Comércio e Alcântara

Para já vão soar quatro sirenes, depois serão dez. Moedas lembra que Lisboa está ”exposta a riscos como sismos, tsunamis, inundações" e que exercícios como este novo Lisbon Wave 26 "são essenciais".
Publicado a
Atualizado a

Na terça-feira, 24 de março de 2026, vão disparar quatro sirenes de alerta para tsunamis (maremotos) na frente ribeirinha de Lisboa. O exercício decorre entre as 10h30 e as 12h00, sendo que as sirenes vão tocar de meia em meia hora durante esse período, emitindo mensagens de voz em português e inglês, revelou a Câmara Municipal de Lisboa (CML), esta sexta-feira.

O simulacro, organizado pela autarquia em articulação com a Proteção Civil, tem um nome adaptado aos tempos atuais do turismo, para tentar informar melhor os estrangeiros que visitam e moram na cidade do espírito da coisa: "Lisbon Wave 26".

"O exercício Lisbon Wave 26 decorrerá entre as 10h30 e as 12h00, com testes de cerca de 30 minutos às sirenes: à sequência de toques, seguir-se-á uma mensagem de voz em português e em inglês", explica a CML, em comunicado.

As quatro sirenes que vão soar na terça-feira, a partir das 10h30, estão instaladas "na Praça do Império [em frente ao Mosteiro dos Jerónimos, em Belém], na Ribeira das Naus [entre a Praça do Comércio e o Cais do Sodré], no Passeio Carlos do Carmo [entre a Estação Fluvial de Belém e as Docas de Alcântara] e na Doca de Alcântara".

A câmara diz que não irá ficar por aqui: "Tem como objetivo ter dez sirenes em funcionamento em toda a frente ribeirinha até 2029", segundo a mesma fonte oficial.

“Temos vindo a apostar no reforço do investimento na Proteção Civil de Lisboa”, dotando-a de “mais recursos e de mais meios”, diz o presidente da CML. “É uma área crucial, que tem conquistado reconhecimento pelo empenho demonstrado e pela resposta cada vez mais eficaz”, afirma Carlos Moedas.

Segundo o autarca, numa cidade ”exposta a vários riscos naturais, como sismos, tsunamis, inundações, exercícios como o Lisbon Wave 26 são essenciais para reforçar a cultura de prevenção e de segurança”.

"O objetivo, acrescenta, passa por contribuir, de forma decisiva, para que a população disponha de toda a informação e esteja preparada para situações de emergência com as quais poderá vir a ser confrontada no futuro”, conclui Moedas.

"Procurar um local mais alto e seguro"

Para melhor articulação de “todas as entidades num cenário de catástrofe”, a CML organizou duas sessões de apresentação do sistema de alerta de tsunami, às Embaixadas, dia 20 de março, e às Juntas de Freguesia de Lisboa, dia 9 de março.

Na sessão desta sexta-feira, 20 de março, conduzida pelo diretor do Serviço Municipal de Proteção Civil (SMPC), André Fernandes, o vereador com esta tutela, Rodrigo Mello Gonçalves, avisou que "não conseguimos prever um tsunami, mas Lisboa conhece os riscos e prepara-se em função disso".

"Sempre que se verificar um abalo sísmico, por precaução, os cidadãos devem afastar-se o mais possível da zona ribeirinha – mesmo num sítio onde não haja um aviso de alerta de tsunami – procurar um local mais alto e seguro”, explicou André Fernandes, o chefe da proteção civil lisboeta.

Segundo o comunicado da CML, é preciso estarmos atentos "para os sinais que podem indicar um tsunami, por exemplo, o recuo da água" e sublinha que "quem estiver num sítio onde haja demarcação das rotas de evacuação e pontos de encontro, deve seguir essa sinalética”.

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt