Juiz Rui Rangel vai decidir se Bárbara e Carrilho têm novo magistrado

Os juízes do Tribunal da Relação estão divididos sobre se devem afastar ou não a juíza Joana Ferrer do caso

O caso das acusações de violência doméstica por Bárbara Guimarães contra Manuel Maria Carrilho continua sem decisão no que toca à juíza, Joana Ferrer. Após um requerimento de Bárbara Guimarães para a recusa da juíza, um requerimento semelhante entregue pelo Ministério Público, e mesmo um pedido de escusa da própria juíza, a decisão cabe agora ao Tribunal da Relação, onde os magistrados não chegam a acordo, sabe o DN.

Os juízes do Tribunal da Relação que decidiriam se Joana Ferrer deve ser substituída ou permanecer no processo não conseguiram chegar a um acordo. O desembargador Almeida Cabral não encontrou concordância com o seu projeto de acórdão, e o responsável pelo desempate entre Almeida Cabral e o colega Rui Rangel, o presidente da secção do tribunal onde se encontra o processo, também discordou. Assim, cabe agora ao desembargador Rui Rangel redigir novo projeto.

O requerimento de recusa da juíza entregue pelo Ministério Público devia-se à existência de "motivo sério e grave, adequado a gerar desconfiança sobre a imparcialidade da magistrada judicial".

A juíza foi amplamente criticada por associações dos direitos das mulheres pela forma como se dirigiu a Bárbara Guimarães em fevereiro, na primeira audiência do processo. Tratando sempre Bárbara Guimarães como "Bárbara" e Carrilho como "o professor", a juíza Joana Ferrer disse ainda frases como: "Ó Bárbara, causa-me nervoso ver mulheres informadas a reagirem assim. Se tinha fundamento, devia ter feito queixa", ou: "Confesso que estive a ver fotografias do vosso casamento e tudo parecia maravilhoso. Parece que o Professor Carrilho foi um homem, até ao nascimento da Carlota [a segunda filha do casal], e depois passou a ser um monstro. Ora o ser humano não muda assim".

A própria juíza, dias depois do requerimento de recusa do Ministério Público e do de Bárbara Guimarães, pediu escusa do caso, embora tenha afirmado que as suas palavras foram mal interpretadas e que quis "manter um registo mais familiar".

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