A PSP afirmou que grupo não estava relacionado com a manifestação intersindical.
A PSP afirmou que grupo não estava relacionado com a manifestação intersindical.Foto: DR

Juiz ouve esta sexta os seis detidos na manifestação em frente ao Parlamento na greve geral

Tumultos aconteceram em frente à Assembleia da República na tarde de 03 de junho, dia da greve geral.
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As seis pessoas detidas nos tumultos em frente ao Parlamento, na tarde da greve geral, serão ouvidas em tribunal na manhã desta sexta-feira, 5 de junho. O grupo será ouvido no Campus da Justiça, em Lisboa.

Segundo informação avançada pela Lusa, cinco pessoas continuam detidas, disse a Polícia de Segurança Pública (PSP). Uma delas foi libertada, sob a condição de se apresentar em juízo esta sexta-feira.

No total, os detidos são cinco homens e uma mulher, com idades compreendidas entre os 22 e os 34 anos. Em causa está a suspeita da prática dos crimes de resistência e coação sobre funcionário. Acresce ainda o crime de dano, por alegadamente terem incendiado caixotes do lixo.

As detenções ocorreram em frente ao Parlamento, após os protestos contra o pacote laboral, na tarde de quarta-feira, 3 de junho. No entanto, o superintendente Resende da Silva, do Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) da PSP, esclareceu que os detidos não estavam relacionados com a manifestação intersindical. Este protesto terminou pelas 16h15, enquanto os tumultos tiveram início por volta das 18h.

Segundo a PSP, um grupo formado por dezenas de jovens tentou cortar o trânsito no local, recolocando as grades metálicas que tinham sido anteriormente retiradas pelos agentes. Os jovens permaneceram no local, insultaram os polícias e sentaram-se no chão. Houve ainda arremesso de garrafas e incêndio de caixotes do lixo, tendo-se registado confrontos que culminaram nas detenções.

Horas mais tarde, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, manifestou "total confiança" na PSP, classificando a atuação da polícia como "ponderada, profissional e responsável". O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, também reagiu, sublinhando os "comportamentos inaceitáveis de alguns" durante a manifestação.

amanda.lima@dn.pt

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