Espanha. Investigadores estimam que antecipar confinamento teria poupado 23 mil vidas

Espanha registou até agora mais de 3,1 milhões de casos confirmados de contágio pelo novo coronavírus e mais de 67 mil mortes.

Investigadores espanhóis concluíram que cerca de 23.000 vidas poderiam ter sido poupadas em Espanha se o país tivesse decretado o confinamento geral sete dias mais cedo durante a primeira vaga da pandemia da covid-19.

O físico e professor catedrático do departamento de Engenharia Informática e Matemática da Universidade Rovira i Virgili Alex Arenas, divulgou este sábado nas redes sociais que o grupo de investigação que liderou dirigiu quatro relatórios ao governo liderado pelo socialista Pedro Sanchez antes de este decidir decretar o confinamento em março passado.

O docente considera que no mínimo, "foram duas semanas a mais" que a decisão demorou a ser tomada, uma vez que os relatórios chegaram ao ministro da Saúde, Salvador Illa, através do epidemiólogo Miguel Hernán, que aconselhou o governo durante a primeira vaga.

"Tendo em conta que os mortos da primeira onda chegaram a 28.000, teríamos salvo 23.000", indicou.

Na análise retrospetiva da primeira vaga da covid-19 em Espanha, Arenas concluiu que "se se tivesse adiantado o confinamento sete dias, o número de mortos teria sido aproximadamente 5.000 e que, se se tivesse adiado mais sete dias, teriam sido 120.000".

"O comportamento das pessoas começou a adiantar-se ao confinamento e estas adotaram medidas que ainda não tinha sido impostas. O tempo é essencial nesta epidemia e há que ser sempre proativo", defendeu.

Espanha registou até agora mais de 3,1 milhões de casos confirmados de contágio pelo novo coronavírus e mais de 67 mil mortes.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.453.070 mortos no mundo, resultantes de mais de 110,7 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 15.897 pessoas dos 796.339 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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