Hotel onde Ferreira de Castro escreveu vai renascer

Edifício do antigo Hotel Netto vai a hasta pública por um milhão de euros. Projeto da câmara obriga a que seja hotel de charme

Quem hoje visita o centro histórico de Sintra, dificilmente imaginará que o edifício em ruínas adjacente ao Palácio da Vila, oficialmente Palácio Nacional de Sintra, foi, em tempos, o emblemático Hotel Netto, onde Ferreira de Castro escreveu parte da sua obra. O cenário poderá ser bem diferente no início de 2018, altura em que, acredita o presidente do município, poderá abrir ali portas um novo hotel de charme. Para já, o edifício vai à praça a 10 de março com uma base de licitação de um milhão de euros e um projeto de reabilitação já elaborado pela autarquia. "Naquela zona, não podíamos deixar fazer um projeto qualquer", sublinha Basílio Horta.

O processo remonta ao final de 2013, quando a autarquia decidiu exercer o direito de compra do hotel inaugurado no início do século passado e que, à data do negócio, pertencia à cadeia Tivoli. O objetivo era já então alienar mais tarde o imóvel adquirido por 600 mil euros. "Comprámos para fazer o projeto de reabilitação. A câmara municipal não tem habilidade para gerir uma unidade hoteleira, não é esse o seu trabalho", justifica ao DN o presidente da autarquia.

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Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.