Professores marcam greve nacional para 15 de novembro

O principal motivo de protesto dos professores, neste momento, está relacionado com o descongelamento das carreiras e a contagem do todo o tempo de serviço

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) e a Frente Sindical de Docentes, constituída por oito sindicatos de professores, anunciaram hoje uma greve nacional para 15 de novembro, dia em que o ministro da Educação vai ao parlamento.

O dirigente da Fenprof, Mário Nogueira, apelou aos docentes para se concentrarem no parlamento nesse dia, durante a discussão do Orçamento de Estado para o setor.

"É importante os professores estarem unidos para fazerem uma tremenda greve e uma grande concentração junto à Assembleia da República no dia em que vai estar em discussão o Orçamento da Educação", afirmou o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, durante uma conferência de imprensa, em Lisboa.

O dirigente sindical apelou também à participação dos professores na manifestação nacional que a CGTP vai realizar no dia 18 em Lisboa.

A Frente Sindical de Docentes refere em comunicado que a situação dos professores e educadores será bastante agravada com o novo Orçamento do Estado, uma vez que o tempo de serviço por eles prestado durante o período de congelamento (9 anos e 4 meses) não será contabilizado para efeitos de progressão na carreira.

Os dirigentes destes sindicatos apelam a todos os docentes para uma forte adesão às iniciativas e formas de luta a implementar, designadamente à greve anunciada para o dia 15 de novembro e à participação na respetiva concentração.

A Frente Sindical refere ainda que entregará, na segunda-feira, no Ministério da Educação, um documento com as suas reivindicações e propostas, reiterando a sua exigência de negociação sindical sobre esta matéria.

A Federação Nacional de Educação (FNE) também já anunciou a realização de uma concentração em Lisboa a 15 de novembro assim como a apresentação de um pré-aviso de greve para garantir a adesão dos profissionais.

O principal motivo de protesto dos professores, neste momento, está relacionado com o descongelamento das carreiras e a contagem do todo o tempo de serviço, continuando também em cima da mesa reivindicações relativas aos horários de trabalho e um regime especial de aposentação.

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