Professor português é um dos 50 finalistas do "Nobel" da Educação

Se ganhar o prémio, o professor vai usar a verba para melhorar as condições da escola primária de Guava, nos arredores de Maputo

É considerado o prémio para o melhor professor do mundo e vale 903 mil euros (um milhão de dólares). E este ano um professor português esta entre os 50 finalistas. João Couvaneiro é docente de História, e ensina no Colégio dos Plátanos, na Rinchoa.

O Global Teacher Prize é uma espécie de Nobel dos professores e distingue um docente que tenha dado contributos de excelência para a profissão. É atribuído pela Fundação Varkey e tem o patrocínio do Sheik Mohammed, emir do Dubai, primeiro-ministro e vice-presidente dos Emirados Árabes Unidos.

João Couvaneiro tem um doutoramento em história e é ainda investigador do Centro de História da Universidade de Lisboa. No seu perfil no site do prémio é ainda referido que integra o gabinete do Secretário de Estado da Educação, onde desempenha funções de assessoria especializada na área da educação e formação de jovens e adultos.

"É para mim uma enorme honra integrar a lista de 50 finalistas do Global Teacher Prize 2017, que contou com mais de 20.000 nomeados de 179 países", disse na rede social Facebook.

O professor está atualmente envolvido num projeto em Moçambique, que incentiva a utilização de tecnologia no apoio a aprendizagem - com utilização de energia solar nos locais mais remotos sem acesso a eletricidade. Se receber o prémio vai usar a verba para melhorar as condições da escola primária de Guava nos arredores de Maputo.

A primeira edição do prémio aconteceu em 2015. Teve mais de cinco mil candidaturas de 127 países e distinguiu a norte-americana Nancy Atwell, que decidiu ceder o seu milhão de dólares à sua escola, o Center for Teaching and Learning, que criou há 25 anos. No ano passado a escolhida foi outra mulher, a palestiania Hanan Al Hroub.

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