O misterioso Steve foi avistado na Escócia

A NASA está a financiar um projeto de ciência cidadã para conseguir ter mais imagens e estudar o fenómeno

O título pode parecer tão misterioso quanto Steve, mas esta é apenas uma sigla para Strong Thermal Emission Velocity Enhancement (emissão térmica forte com aumento de velocidade, em tradução livre), um novo tipo de aurora que os astrónomos ainda estão a tentar compreender. Desta vez, esta aurora chamada Steve foi vista nas ilhas escocesas de Skye e Lewis, avança a BBC.

A Agência Espacial Norte-americana (NASA), que está a financiar um projeto de ciência cidadã para conseguir ter mais imagens e estudar o fenómeno, descreve-o como um arco estreito de luz violeta, alinhado este-oeste, que se estende por centenas ou milhares de quilómetros.

Segundo a NASA, em 2015 e 2016 um fórum deste projeto chamado Aurorasaurus, recebeu pelo menos 30 relatos destas luzes misteriosas. Graças a estes relatos foi possível descobrir mais sobre esta estrutura ótica nas camadas superiores da atmosfera. Segundo um artigo publicado na semana passada na Science Advances, este fenómeno é diferente das auroras tradicionais e não estava documentado na literatura científica.

As auroras boreais (e austrais) são um fenómeno visível nas latitudes setentrionais e que resulta da interação do vento solar com o campo magnético da Terra. Imagens e dados de satélite deste "novo" fenómeno ajudaram a perceber que se trata de algo que ocorre a milhares de quilómetros do chão, "no espaço", explica Liz MacDonald, do NASA's Goddard Space Flight Center. E que as partículas carregadas que formavam esta aurora tinham uma temperatura de cerca de 6000°C, "impressionantemente quente" em comparação com a atmosfera próxima, diz MacDonald.

Este aquecimento e o movimento rápido provavelmente contribui para o aspeto violeta ou roxo de Steve, concliu a cientista.

Ou seja, não é uma aurora normal. As auroras têm uma forma oval, duram horas e apresentam sobretudo tons verdes, azuis e vermelhos. Steve é violeta com uma espécie de borda verde que oscila e foi observado por períodos entre os 20 minutos e uma hora. A diferença está nos pormenores, diz a NASA, embora sejam "diferentes sabores do mesmo gelado". Steve, por exemplo, é visível em latitudes mais baixas.

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