NASA vai a asteroide que vale mais do que todo o dinheiro do mundo

O Psyche é essencialmente composto por metais, que podem incluir ouro e platina

A NASA vai enviar em 2023 uma missão não tripulada ao asteroide Psyche, um astro que, caso estivesse no mercado, poderia ser avaliado em 10 mil milhões de triliões de dólares (este número é escrito com um 10 seguido de 24 zeros). Isto porque o asteroide Psyche é quase todo feito de metal. Na sua composição pode encontrar-se ferro, níquel e até possivelmente ouro, platina e cobalto.

O Psyche tem cerca de 210 quilómetros de diâmetro e localiza-se na cintura de asteroides do sistema solar. Os cientistas acreditam que o Psyche possa ser o núcleo de um planeta que se terá fragmentado ao longo de mil milhões de anos devido a colisões violentas.

"Esta é uma oportunidade de explorar um novo tipo de mundo - não de rochas ou gelo, mas sim de metal", disse a principal investigadora da missão Psyche, Lindy Elkins-Tanton, num comunicado da NASA. "O Psyche é o único astro deste tipo no sistema solar e esta é a única maneira dos humanos alguma vez visitarem o núcleo [de um planeta]".

Elkins-Tanton garante que o objetivo da missão não é económico, até porque A NASA não tem a tecnologia para trazer o asteroide para mais perto da Terra, disse a investigadora numa entrevista ao jornal Global News.

"Mesmo que conseguíssemos agarrar um pedaço de metal e trazê-lo para cá...o que faríamos com ele? Íamos escondê-lo e controlar os recursos do planeta - como os diamantes são controlados pelas empresas - para proteger os mercados?", perguntou Elkins-Tanton. "E se o trouxéssemos e decidíssemos resolver os problemas dos recursos de metais da humanidade para sempre? Isso seria especulação", continua.

Além disso, é de destacar que a riqueza total do planeta Terra foi avaliada em cerca de 73 milhares de biliões de dólares em 2015, segundo o Huffignton Post. Isto significa que nem todo o dinheiro do mundo poderia pagar pelo Psyche.

A missão não tripulada, que também tem o nome de Psyche, deverá partir da Terra em 2023 e chegar ao astro em 2030.

"É este o objetivo das missões - ir a locais onde nunca fomos de forma corajosa para realizarmos descobertas científicas inovadoras", disse no mesmo comunicado Thomas Zurbuchen, co-administrador das missões científicas da NASA em Washington.

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