CUF Tejo abre em Alcântara em 2018

Hospital, que a José de Mello Saúde quer que represente "um novo paradigma de cuidados de saúde em Portugal", irá substituir a da Avenida Infante Santo, também em Lisboa. Será três vezes maior

"Este hospital é para servir o país", sublinhou, na manhã desta quinta-feira, o presidente do grupo que investirá mais de cem milhões de euros para que o hospital CUF Tejo saia do papel.

De acordo com Salvador de Mello, a nova unidade de saúde, localizada entre a Avenida 24 de Julho, a Avenida da Índia e a Rua de Cascais, terá mais de 75 mil metros quadrados, 31 mil dos quais dedicados a atividades clínicas. Ao todo, o edifício projetado por Frederico Valsassina terá seis pisos acima do solo e quatro subterrâneos, três dos quais destinados a estacionamento (800 ligares).

"Não vai alterar o nível freático da zona de Alcântara", garantiu o arquiteto de um espaço que, segundo a administradora da CUF Infante Santo, Catarina Gouveia, foi desenhado para "responder aos desafios" que existirão no futuro. Na prática, serão seis as áreas de aposta estratégica: oncologia, neurociências, cardiovascular, pulmão, otorrinolaringologia e oftalmologia - as "doenças do futuro".

Além do edifício de ambulatório, o novo hospital terá três blocos de internamento virados ao rio, sob os quais funcionarão os blocos operatórios e as áreas especializadas. Existirá ainda um jardim com vista para o Tejo, que o presidente José de Mello Saúde assegurou que será de usufruto público. Todos estes espaços estarão interligados, de modo a permitir um acompanhamento interdisciplinar e de qualidade.

O início da construção da nova unidade de saúde, que será dotada de tecnologia clínica avançada e terá acordo com companhias de seguros e subsistemas de saúde, deverá ter início no último trimestre do próximo ano, estando previsto que a CUF Tejo abra ao público no segundo semestre de 2018. O futuro do edifício da CUF Infante Santo ainda não está definido.

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