Hospital de Faro
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Hospital de Faro recusa admitir grávida em trabalho de parto porque não tinha ligado antes para a linha SNS 24

Mulher de 37 anos, grávida de 40 semanas, chegou à unidade hospitalar pelos próprios meios, vinda de Almancil, mas foi transportada para Portimão, a 70 quilómetros.
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O Hospital de Faro recusou admitir nas urgências uma grávida em trabalho de parto porque esta não tinha ligado antes para linha SNS 24, avança a SIC Notícias.

O caso aconteceu ao final da tarde da última sexta-feira, 22 de maio. A mulher de 37 anos, grávida de 40 semanas, chegou à unidade hospitalar pelos próprios meios, vinda de Almancil.

O INEM, que a assistiu à porta das urgências, insistiu que fosse atendida, mas o hospitalar ordenou que fosse transportada para Portimão, a cerca de 70 quilómetros, numa altura em que a mulher tinha contrações cada vez menos espaçadas, depois de lhe rebentarem as águas.

Por não ter contactado previamente a linha SNS 24, a grávida não pôde inscrever-se na urgência, até porque o bloco de partos estava fechado. A única obstetra ao serviço estava destinada a responder apenas a casos de risco previamente identificados.

Como resultado, a própria mulher ligou ao 112 ainda no hospital, tendo sido acionada uma viatura médica de emergência.

Apesar de o médico do INEM ter confirmado a iminência do parto e insistido para que fosse aberta uma exceção, o hospital considerou não haver risco.

A criança viria a nascer, saudável, pouco depois de chegar a Portimão.

A Unidade Local de Saúde do Algarve, citada pela SIC, garante ter sido assim uma decisão acertada. O risco foi entendido como baixo quando o único obstetra de prevenção em Faro estava reservado a situações graves, com eventual risco de vida para mãe ou para o feto. Assistir à ocorrência seria arriscar comprometer um eventual episódio de risco real.

Ainda assim, o caso está a ser analisado internamente.

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