Homem próximo de ex-PR guineense detido em Lisboa foi libertado sem ir a tribunal
O homem próximo do ex-presidente da Guiné-Bissau Sissoco Embaló detido no domingo, 14 de dezembo, em Lisboa por suspeita de contrabando e branqueamento foi libertado sem ir a tribunal, indicou esta segunda-feira, 15, à Lusa fonte da Polícia Judiciária (PJ).
No domingo, a PJ tinha informado que o cidadão estrangeiro, que não identificou, iria ser interrogado por um juiz para aplicação de medidas de coação, o que acabou por não acontecer, uma vez que crime principal de que aquele é suspeito (contrabando) é punível com uma pena máxima inferior a cinco anos de prisão.
O arguido, cuja proximidade a Sissoco Embaló foi confirmada à Lusa por fonte ligada à investigação, foi detido no domingo pela PJ no Aeroporto Militar de Figo Maduro, em Lisboa, e na sua bagagem tinha cerca de cinco milhões de euros em numerário, cuja origem será agora investigada pelas autoridades.
Em comunicado a Polícia Judiciária (PJ) referiu no domingo que a detenção resultou de uma denúncia relativamente aos passageiros e alegado desvio de fundos do país. Segundo a PJ a detenção ocorreu de madrugada, no Aeroporto Militar de Figo Maduro visando “um cidadão estrangeiro, proveniente de um voo da Guiné-Bissau, indiciado pela prática do crime de branqueamento de capitais”.
