Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa vão cumprir dois dias de greve em abril, o primeiro já esta quinta-feira, dia 9, e o segundo na próxima terça-feira, dia 14.Para as duas paralisações de 24 horas não foram decretados serviços mínimos, de acordo com a decisão do Tribunal Arbitral (TA)."Em conformidade com o exposto, este TA decide, por unanimidade: Não fixar serviços mínimos para os trabalhadores abrangidos pelo pré-aviso de greve; Determinar a prestação dos serviços adequados à segurança e à manutenção do equipamento e das instalações, nos seguintes termos: três trabalhadores ao Posto de Comando Central (preferencialmente, um Inspetor de Movimento, um Encarregado de Movimento e um Encarregado da Sala de Comando e de Energia), devidamente identificados pelos sindicatos (nome e número de ML)", pode ler-se no portal do Conselho Económico e Social (CES)."Face aos dados de facto que nos foram apresentados, julgamos que, apesar da inegável penosidade que a greve acarreta para os utentes regulares do Metro de Lisboa, não se acham preenchidos os pressupostos indispensáveis para a fixação de serviços mínimos, impondo-se apenas o cumprimento da obrigação de segurança, nos termos do artigo 537.°, n.º 3, do Código do Trabalho", é explicado na decisão divulgada pelo CES.Ainda assim, o Metropolitano de Lisboa ainda não publicou qualquer informação sobre este assunto.