Mais de 800 pessoas foram identificadas como possíveis incendiárias, adiantou a Guarda Nacional Republicana (GNR). Em conferência de imprensa esta tarde, 2 de julho, o coronel Ricardo Alves revelou que 151 pessoas já foram detidas. "Mantemos também este nível de atenção para evitar alguns comportamentos que estão aqui associados", afirmou. O porta-voz da GNR falava durante a conferência de imprensa da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).Estarão em funcionamento as 230 torres de vigia existentes em todo o território nacional, bem como 147 torres de videovigilância. Foi também referida a utilização de drones, que permitem "uma maior vigilância de alguns comportamentos de risco e também de comportamentos que violam algumas normas legais". O recurso a estes equipamentos centra-se na vigilância de locais onde existem suspeitas de práticas de incêndio. O coronel da GNR apelou ainda à população para que não faça uso do fogo nem permaneça em áreas florestais.O número de patrulhas diárias pode chegar às 350. "O número de patrulhas regulares diárias é de 280, ao qual somamos um conjunto de outras valências, como o trânsito, a investigação criminal e, inclusive, algumas patrulhas da Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras, o que pode totalizar até 350 patrulhas diárias", disse à Lusa.Portugal estará em situação de alerta devido à persistência de temperaturas elevadas, com os termómetros a ultrapassarem os 40 graus Celsius em algumas regiões. A situação de alerta estará em vigor até às 23h59 de segunda-feira, 6 de julho.A declaração implica, a nível operacional, "a elevação do grau de prontidão e da resposta operacional" da GNR e da PSP, bem como "o aumento do grau de prontidão e da mobilização de equipas de emergência, de saúde pública e de apoio social".."Este é um momento sério". Autoridades reforçam a necessidade de prevenção na onda de calor e incêndios.GNR deteve este ano 59 pessoas por fogo, a maioria por uso negligente