GNR exclui desembarque de migrantes no Meco e admite situação relacionada com tráfico de droga e contrabando de combustível
O desembarque de cerca de 30 pessoas esta madrugada numa embarcação de borracha na Praia da Foz, no Meco, concelho de Sesimbra, denunciada por pescador, não estará relacionada com migrantes, mas poderá ter a ver tráfico de droga e de combustível.
Em comunicado, a GNR e Polícia Marítima esclarecem que nas diligências que efetuaram não confirmaram a informação de que teriam sido vistos cerca de 20 a 30 indivíduos nas proximidades do local do desembarque. "Do trabalho policial de investigação, se conclui não ser possível afirmar a existência de qualquer desembarque de migrantes naquela zona, não se confirmando, assim, a informação da hipotética presença desse grupo de indivíduos, referidos anteriormente", lê-se no comunicado.
As forças policiais encontraram evidência que aponta para outra situação. "Dos indícios recolhidos no local e das diligências policiais desenvolvidas, o cenário encontrado tem similitude com as inúmeras situações que estas forças policiais têm detetado: movimentações suspeitas ao longo da costa portuguesa, relacionadas com tráfico de estupefacientes por via marítima e com contrabando de circulação de combustível, tendo levado à detenção de vários cidadãos nacionais e estrangeiros e à apreensão de quantidades consideráveis de combustível e de produto estupefaciente."
A GNR e a Polícia Marítima dizem que "continuarão, de forma coordenada, as diligências policiais, com um dispositivo de investigação e de vigilância terrestre, marítima e aérea, no sentido de procurar consolidar a informação que surgiu e garantir a segurança de todos na área em causa".

