GNR alerta para burlas no arrendamento de casas de férias
Reinaldo Rodrigues

GNR alerta para burlas no arrendamento de casas de férias

GNR adianta que em 2025 registou 725 burlas na aquisição e arrendamento de casas e que nos dois últimos anos deteve três suspeitos ligados a estas atividades ilícitas.
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A GNR alertou esta quinta-feira, 16 de abril, a população para as burlas na aquisição e arrendamento de casas, numa altura em que se aproxima a época de férias, especialmente através de plataformas digitais, recomendando procedimentos de segurança preventivos.

Em comunicado, a Guarda Nacional Republicana (GNR) adianta que em 2025 registou 725 burlas na aquisição e arrendamento de casas.

No período de 2024 e 2025, a GNR deteve três suspeitos ligados a estas atividades ilícitas.

“Embora se verifique uma ligeira redução de 5% [em 2025] face às 762 ocorrências de 2024, o fenómeno permanece disperso por todo o território, com especial incidência em zonas turísticas e grandes centros urbanos”, refere a Guarda.

Segundo os dados da GNR, Faro lidera com 153 crimes (cerca de 21% do total nacional), seguindo-se Setúbal (91 ocorrências), Lisboa (86) e Braga e Porto (72 cada), Aveiro (46), Leiria (41), Santarém (38), Castelo Branco (21) e Viseu (20).

A Guarda destaca o crescimento acentuado deste tipo de crime em distritos do interior e do norte, com Portalegre a registar um aumento de 150% (quatro crimes em 2024 e 10 no ano passado), Viana do Castelo de 89% (nove crimes em 2024 e 17 no ano passado), Leiria 78% (23 crimes em 2024 e 42 em 2025) e Castelo Branco 75% (12 em 2024 e 21 em 2025).

Na nota, a GNR lembra que o ‘modus operandi’ envolve o uso de fotografias de casas reais para criar anúncios fictícios com preços abaixo do mercado, visando atrair as vítimas pela vantagem económica.

O objetivo do método é, segundo a GNR, levar a vítima a efetuar um pagamento imediato (sinal) para garantir a reserva, sem qualquer contacto presencial ou visita ao imóvel.

“A burla é frequentemente detetada apenas meses depois, quando o contacto do anunciante é desativado ou a vítima se desloca à morada, constatando que a mesma não existe ou não está disponível para arrendar”, indica a Guarda.

Assim, a GNR aconselha a população a desconfiar de “negócios irresistíveis” com preços muito abaixo da média da zona, a visitar presencialmente o imóvel, a investigar o anúncio, pesquisando se as mesmas fotografias aparecem em diferentes plataformas com contactos ou preços distintos.

Recomenda igualmente a população a pedir a identificação do anunciante e verificar se o titular da conta bancária para o pagamento corresponde ao nome fornecido e a não ceder a pedidos de sinalização imediata sob pretexto de haver “muitos interessados”.

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