'Gaston' perde força na aproximação aos Açores. Proteção Civil em alerta

Populações aguardam tranquilas chegada do 'Gaston', que perdeu força e passou de furacão a tempestade tropical nas últimas horas

A Proteção Civil dos Açores informou hoje que o furacão 'Gaston' diminuiu de intensidade, encontrando-se como tempestade tropical a aproximadamente 500 quilómetros a oeste do Faial, grupo Central do arquipélago.

Uma nota do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores(SRPCBA) emitida às 10:40 locais (mais uma hora em Lisboa) cita o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) indicando que "o furacão Gaston diminuiu de intensidade, encontrando-se agora como tempestade tropical a aproximadamente 500 quilómetros a oeste do Faial, com deslocamento para este a 24 km/h, devendo atingir o arquipélago dos Açores a partir do meio-dia, afetando as ilhas dos grupos Ocidental e Central".

A Proteção Civil dos Açores refere, no entanto, que se mantém os níveis de alerta laranja para os grupos Ocidental (Flores e Corvo) e Central (Terceira, Graciosa, Faial, Pico e São Jorge) devido às previsões de vento, precipitação e agitação marítima.

Devido a previsões de agravamento do tempo, o Serviço Regional de Proteção Civil recorda que "o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados", pelo que, "em particular nas zonas mais vulneráveis, recomenda a observação e divulgação das principais medidas de autoproteção para estas situações" e pede às populações para estarem atentas às informações e indicações da Proteção Civil e forças de segurança.

Todos os meios a postos

A Proteção Civil nos Açores assegura que o dispositivo "está preparado" para a tempestade tropical Gaston, que deve atingir o arquipélago a partir do meio-dia de hoje.

"Todo o dispositivo está preparado e informado. Todas as entidades governamentais, nomeadamente as Obras Públicas, o Ambiente, as Florestas e os Transportes e todos os presidentes de Câmaras Municipais e respetivos serviços municipais de proteção civil foram informados das medidas, assim como os corpos de bombeiros dos grupos afetados", declarou o presidente do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores, José Dias, em declarações aos jornalistas.

O presidente da Proteção Civil frisou, no entanto, que as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) apontam para a perda de força do Gaston pelo que, acrescentou, "leva-nos a crer que não há razões para alarmismos".

José Dias disse, ainda, que o Serviço está "em contacto permanente com o IPMA", de forma "a poder atualizar sempre as informações", salientando que ao longo dos dois últimos dias a Proteção Civil tem estado a emitir comunicados de "forma a preparar e a informar a população" para acautelar os seus bens e tomar as medidas de segurança para estas situações.

Populações aguardam tranquilas

As populações das ilhas das Flores e do Corvo, nos Açores, aguardam "tranquilas" pela chegada da tempestade tropical 'Gaston', uma vez que estão "habituadas a tempo adverso", asseguraram à Lusa três presidentes de Câmara.

"As pessoas estão calmas. Já estão mais ou menos habituadas a tempo adverso. Não há pânico", afirmou à agência Lusa o presidente da Câmara Municipal das Lajes das Flores, Luís Maciel, acrescentando que os serviços autárquicos vão estar ao serviço e de prontidão para "o que for preciso".

Luís Maciel adiantou, ainda, que no concelho das Lajes das Flores foi já decidido encerrar a creche da Casa do Povo durante o dia de hoje, "por precaução".

Já no concelho vizinho, Santa Cruz das Flores, o presidente da Câmara referiu que a população também está "calma e expectante", sendo que o 'Gaston' é o tema que domina hoje todas as conversas.

"Temos já algum vento, o céu está encoberto, mas é uma situação perfeitamente normal. As pessoas estão habituadas", afirmou José Carlos Mendes, alegando que pelas ruas, nas casas e nos espaços comerciais não se fala de outro assunto que não seja a tempestade tropical 'Gaston'. Segundo disse José Carlos Mendes, para já não se coloca a possibilidade de encerrar serviços municipais.

Já na mais pequena ilha dos Açores, o Corvo, onde vivem menos de 500 pessoas, o presidente da única Câmara Municipal revelou à Lusa que a população está a precaver os seus bens e a aguardar a chegada do 'Gaston'.

"Nota-se a agitação marítima com alguma diferença, mas os pescadores e pessoas que possuem barcos já os guardaram em sítios seguros", disse José Manuel Silva, acrescentando que, apesar de ainda não estar a chover, o céu está já muito encoberto.

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