As concentrações de gases com efeito de estufa na atmosfera atingiram novos máximos históricos no último ano.
As concentrações de gases com efeito de estufa na atmosfera atingiram novos máximos históricos no último ano.Foto: Johannes Plenio/Unsplash.

Gases com efeito de estufa atingem novos máximos históricos, alerta ONU

Concentração de dióxido de carbono na atmosfera chegou a 426,8 partes por milhão em 2025, mais 53% do que na era pré-industrial. Metano e óxido nitroso também atingiram valores recorde.
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As concentrações de gases com efeito de estufa na atmosfera atingiram novos máximos históricos em 2025, aumentando a quantidade de calor retida no planeta e agravando o aquecimento global, segundo um relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência das Nações Unidas, divulgado esta terça-feira, 27 de outubro.

"Mais um ano, mais um novo recorde. Os gases com efeito de estufa estão a reter uma quantidade sem precedentes de calor na atmosfera, fornecendo energia para fenómenos meteorológicos mais extremos e aumentando os riscos para as nossas economias e sociedades", afirmou Ko Barrett, secretária-geral adjunta da OMM.

Segundo o relatório, a concentração média global de dióxido de carbono (CO2) chegou a 426,8 partes por milhão em 2025, mais 53% do que antes da Revolução Industrial, em 1750. O valor representa um aumento de 2,8 partes por milhão face a 2024. Desde a década de 1960, o ritmo de crescimento da concentração de CO2 na atmosfera triplicou.

Também o metano e o óxido nitroso atingiram concentrações recorde. O metano chegou a 1948 partes por mil milhões, mais 167% do que na era pré-industrial, enquanto o óxido nitroso alcançou 339,1 partes por mil milhões, um aumento de 26% face a 1750. Ambos os gases estão associados a atividades humanas, nomeadamente à agricultura, à pecuária e à utilização de combustíveis fósseis.

Apesar de o crescimento da concentração de CO2 ter abrandado em 2025, devido à recuperação da capacidade de absorção de carbono pelos ecossistemas terrestres e à redução dos incêndios florestais, a OMM prevê que os níveis continuem a aumentar em 2026, impulsionados pela utilização de combustíveis fósseis e pelas alterações climáticas.

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