Para a  Fenprof, "a intenção não é mais do que reforçar o preconceito ideológico de que o privado é bom e o público é mau e, assim, engordar o negócio da educação, também à custa do Estado".
Para a Fenprof, "a intenção não é mais do que reforçar o preconceito ideológico de que o privado é bom e o público é mau e, assim, engordar o negócio da educação, também à custa do Estado".Foto: FILIPE AMORIM/LUSA

Fenprof critica 'rankings' das escolas e diz que estigmatizam estabelecimentos públicos

Para a federação, os 'rankings' "estimulam o individualismo, segregam e estigmatizam escolas, desprestigiam o trabalho dos professores e promovem a competição em detrimento da cooperação".
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A Federação Nacional de Professores (Fenprof) disse que os 'rankings' das escolas estigmatizam escolas e desprestigiam o trabalho dos docentes. Num comunicado, a Fenprof considerou que "os 'rankings' traduzem as desigualdades que resultam de exames nacionais que hierarquizam e eliminam alunos, desprezam a aprendizagem saudável e a avaliação contínua".

Para a federação, os 'rankings' "estimulam o individualismo, segregam e estigmatizam escolas, desprestigiam o trabalho dos professores e promovem a competição em detrimento da cooperação".

Nos primeiros 50 lugares da lista que ordena as notas nos exames nacionais de escolas públicas e privadas, aparecem apenas quatro escolas públicas e a primeira surge só no 38.º lugar, segundo uma análise feita pela Lusa aos dados divulgados pelo Ministério da Educação.

A Fenprof reiterou que, à semelhança de anteriores edições, "a intenção não é mais do que reforçar o preconceito ideológico de que o privado é bom e o público é mau e, assim, engordar o negócio da educação, também à custa do Estado".

Segundo a análise feita pela Lusa, os estabelecimentos onde o contexto socioeconómico mais penaliza os alunos são também aqueles que mais sofrem com a falta de professores.

Os resultados dos alunos do secundário que realizaram provas em 2025 mostram ainda que a maioria das escolas públicas com melhores classificações nos exames são as que têm menos alunos carenciados.

Ainda assim, a maioria das escolas públicas consegue contrariar o impacto da pobreza no insucesso escolar.

A Fenprof defendeu ainda no mesmo comunicado que é necessário "aprofundar o investimento na Escola Pública, ao contrário do corte previsto de mais de 80% na proposta do Orçamento do Estado para 2027, permitindo garantir que se atenuam as desigualdades educativas, em particular as que resultam da condição socioeconómica dos alunos".

A federação saúda "todos os professores que, diariamente, continuam a pugnar por uma educação e uma escola de qualidade para todos e pela formação integral dos alunos".

Para a  Fenprof, "a intenção não é mais do que reforçar o preconceito ideológico de que o privado é bom e o público é mau e, assim, engordar o negócio da educação, também à custa do Estado".
Estudantes exigem fim dos exames nacionais por penalizarem alunos mais pobres
Para a  Fenprof, "a intenção não é mais do que reforçar o preconceito ideológico de que o privado é bom e o público é mau e, assim, engordar o negócio da educação, também à custa do Estado".
No topo do ‘ranking’, os exames são o espelho das notas internas