Farmácias recolhem medicamentos para mais carenciados

Entre as 09.00 e as 19.00 deste sábado (18 de fevereiro), 215 farmácias vão receber medicamentos doados. Depois serão entregues a 100 instituições de solidariedade social. Luís Mendonça, presidente do Banco Farmacêutico, explica ao DN a iniciativa

Qual é o objetivo desta ação do Banco Farmacêutico? É uma ação de solidariedade ou serve para sensibilizar as pessoas para a necessidade de reaproveitar os medicamentos de que já não necessitam?

O Banco Farmacêutico tem como missão ajudar as pessoas mais carenciadas através do fornecimento de medicamentos e de produtos de saúde, tendo como objetivo último a sensibilização da sociedade para iniciativas como esta. A Jornada de Recolha de Medicamentos não permite a doação de medicamentos e produtos de saúde usados por naturais questões de segurança. Estes medicamentos e produtos serão doados, ao longo da próxima semana, a 100 instituições de solidariedade.

Os produtos que vão recolher podem estar já abertos?

Conforme já referi, por questões de segurança, os medicamentos e produtos não poderão estar abertos ou utilizados. A nosso ver, mais importante que esta avaliação, é o resultado que obtemos com a jornada de recolha de medicamentos. No ano passado distribuímos com sucesso mais de 10 500 medicamentos para 90 instituições de solidariedade social.

Esta é a mensagem que pretendemos transmitir não só as farmácias que ainda não aderiram a esta causa, mas também a toda a sociedade. Todos os dias estas instituições debatem-se com constrangimentos financeiros que as impedem de comprar este tipo de medicamentos, que são caros e não têm comparticipação do Estado. Através da JRM atuamos de forma ativa nas reais necessidades destas intituições, ou seja, doamos a estas medicamentos e produtos de saúde que sejam realmente precisos.

São medicamentos que as pessoas têm em casa e dentro da validade? Ou têm de os comprar?

São medicamentos não sujeitos a receita médica e outros produtos de saúde adquiridos nesse dia nas Farmácias Aderentes.

Os medicamentos e outros produtos recolhidos são para ser entregues a que tipo de IPSS? Lares? Instituições para crianças?

Sim. Cada farmácia aderente está a recolher para uma determinada Instituição de Solidariedade que pode ter valências como Lares de Idosos, Centros de Dia, Acolhimento de Crianças e Jovens, Apoio a Sem Abrigo, Apoio a Toxicodependentes e outras valências onde são necessários os medicamentos e outros produtos de saúde.

Da sua experiência qual é o tipo de produtos que as instituições mais necessitam?

As necessidades variam com o tipo de Instituição apoiada e com o tipo de utentes beneficiários dessas instituições. Crianças precisam de um determinado tipo de medicamentos, idosos precisam de medicamentos de natureza diferente.

De que forma as farmácias contribuem? Apenas como pontos de recolha?

Contribuem como agentes divulgadores do Banco Farmacêutico e da Jornada de Recolha de Medicamentos, cedendo o seu espaço e também através do aconselhamento aos utentes da Farmácia sobre os medicamentos a doar. Todas as farmácias inscrevem-se na Jornada de Recolha de Medicamentos mediante o pagamento de um contributo financeiro.

Nesta ação quem comprar medicamentos para dar estes terão algum desconto?

Os medicamentos e produtos de saúde serão adquiridos ao preço normal, o que não significa que algumas farmácias não possam pontualmente fazer campanhas.

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