A maioria crê que as despesas estão mais altas neste regresso às aulas.
A maioria crê que as despesas estão mais altas neste regresso às aulas.Foto: Amanda Lima

Famílias cortam no lazer e nas férias para suportar custos do regresso às aulas

Nesta volta às aulas, 43% das famílias espera gastar entre 100€ a 250€ por filho.
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O regresso às aulas está a levar muitas famílias portuguesas a reorganizar o orçamento e a cortar em despesas consideradas menos prioritárias. Segundo um estudo da ConsumerChoice, oito em cada dez consumidores admitem reduzir gastos noutras áreas para suportar os custos do novo ano letivo.

"As famílias estão a cortar no que consideram adiável para proteger aquilo que consideram essencial: a educação e o bem-estar dos filhos", diz ao DN Nassrin Majid, diretora-geral da ConsumerChoice. A restauração (69%), o lazer (50%) e as férias (48%) são os principais setores onde os cortes são mais frequentes para acomodar o orçamento nesta altura do ano.

A maioria acredita que as despesas estão mais altas neste regresso às aulas: 83% dos consumidores admitem que preparar o regresso às aulas será mais caro do que no ano passado. Cerca de 64% dos inquiridos prevê investir mais dinheiro nesta categoria este ano. Os maiores gastos serão com a compra de cadernos e blocos (73%), material de escrita (57%) e manuais escolares (56%).

Neste cenário, comparar preços nunca foi tão decisivo. "A comparação de preços não é um comportamento novo, sobretudo num período que representa um esforço financeiro significativo para as famílias. No entanto, os resultados mostram que esta prática ganhou uma dimensão quase generalizada no atual contexto económico", completa a diretora-geral da ConsumerChoice.

Ao mesmo tempo, as famílias tentam encontrar um equilíbrio. "Não procuram necessariamente o produto mais barato. O estudo revela que o preço e a qualidade e durabilidade têm exatamente o mesmo peso na decisão, ambos referidos por 39% dos inquiridos. Ou seja, as famílias procuram poupar, mas também evitar que uma escolha mais barata resulte numa nova despesa a meio do ano letivo", detalha.

Outro sentimento que continua presente é o de tentar garantir o melhor aos filhos. "Há a vontade dos pais de garantirem aos filhos aquilo de que precisam, sem comprometer ainda mais o orçamento familiar", destaca. E as perspetivas para o futuro também não são positivas: 86% acredita que estes custos vão continuar a aumentar nos próximos anos.

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