Paulo Santos, dono do restaurante Bone Free, enche os baldes durante a noite.
Paulo Santos, dono do restaurante Bone Free, enche os baldes durante a noite.Gerardo Santos

Falta de água. Almada em situação de alerta corta abastecimento entre as 22h00 e as 06h00 em algumas zonas

Câmara diz que o consumo médio ultrapassa os 300 litros por habitante/dia, enquanto a média nacional é de cerca de 180 litros por habitante/dia. E aplica medidas de gestão de água.
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A Câmara Municipal de Almada decretou esta quarta-feira (8 de julho) a situação de alerta no município devido aos problemas relacionados com o abastecimento de água no concelho.

Num comunicado assinado pelos serviços municipalizados de água e saneamento e a câmara municipal entre as várias decisões está a de "corte total do abastecimento em determinadas zonas do concelho, das 22h00 às 06h00".

É, ainda, garantido aos munícipes que "serão informados com a devida antecedência, de forma a organizarem da melhor forma a sua vida, bem como de possíveis alterações na duração dos cortes".

No documento é garantido que "ficam proibidas todas as utilizações de água da rede pública que não correspondam a usos domésticos ou essenciais, designadamente: a rega de jardins público e privados, e de campos de golfe; a lavagem de viaturas; o enchimento de piscinas; a utilização de chuveiros e lava-pés nas zonas balneares; o funcionamento das fontes ornamentais, lagos artificiais e outros elementos de uso estético de água; a lavagem de pavimentos exteriores, logradouros, paredes e telhados, com exceção de intervenções de conservação do edificado; outras utilizações recreativas ou não indispensáveis".

Foram ainda tomadas algumas medidas pela autarquia liderada por Inês de Medeiros como o "reforço permanente da monitorização do sistema de abastecimento e dos níveis dos reservatórios; reforço das equipas técnicas para deteção e reparação urgente de fugas e roturas; reforço das equipas de fiscalização para prevenir consumos abusivos, utilizações ilegais de água e desperdícios; garantia do abastecimento aos equipamentos e serviços essenciais, nomeadamente hospitais, centros de saúde, lares, bombeiros e restantes infraestruturas críticas; disponibilização de meios alternativos de abastecimento, incluindo camiões-cisterna, nas zonas onde tal venha a revelar-se necessário; reforço da articulação com municípios vizinhos e restantes entidades competentes para assegurar toda a capacidade de resposta disponível".

Além destas decisões a autarquia explica ainda no documento que "o consumo médio em Almada ultrapassa os 300 litros por habitante/dia, enquanto a média nacional é de cerca de 180 litros por habitante/dia".

E que "até junho de 2026, o consumo aumentou, em média, 4,3% no concelho". Com os maiores aumentos a registarem-se nas freguesias de: "Charneca de Caparica: +15,2%; Sobreda/Lazarim: +15,0% e Costa da Caparica: +14,2%".

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