Falsos investimentos em criptoativos. Detidas duas mulheres que terão provocado prejuízos superiores a dois milhões de euros
Foto: Reinaldo Rodrigues

Falsos investimentos em criptoativos. Detidas duas mulheres que terão provocado prejuízos superiores a dois milhões de euros

Dezenas de pessoas terão sido vítimas do esquema fraudulento. Mulheres detidas instrumentalizaram "familiares, nomeadamente filhos" para "perpetuar a atividade delituosa", segundo a PJ.
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A Polícia Judiciária (PJ) deteve, em Valongo e Avintes, duas mulheres, de 52 e 51 anos, suspeitas da prática, em coautoria, de vários crimes de branqueamento e burla qualificada, relacionados com falsos investimentos em criptoativos. Terão sido lesados "dezenas de cidadãos num valor global de mais de dois milhões de euros", informou esta quarta-feira, 25 de fevereiro, a PJ.

Conduzida pela Diretoria do Norte, a investigação apurou que as suspeitas, "ao longo dos últimos dois anos, a troco de contrapartidas, atuando em articulação com outros intervenientes, delinearam um esquema, através do qual procederam à colocação e dissipação de quantias que ascendem a mais de um milhão e meio de euros, num caso, e a mais de quinhentos mil euros, no outro".

Explica a polícia de investigação criminal que, "em especial durante o ano de 2024, [as suspeitas] procederam de forma reiterada à abertura de dezenas de contas bancárias que utilizaram para nelas receberem quantias que as vítimas acreditavam versar sobre investimentos em criptoativos". As mulheres detidas, "além de contrapartidas não apuradas, faziam uso de tais quantias em proveito próprio".

Com as contas bloqueadas, as suspeitas "acabaram por instrumentalizar familiares, nomeadamente filhos, para que procedessem à abertura de contas bancárias para, assim, perpetuar a atividade delituosa", refere a PJ, em comunicado enviado às redações.

"A partir de tais contas e para ocultar a origem ilícita de tais proventos, procederam a múltiplas transferências para outras, em regra sediadas em instituições financeiras fora do país, nas quais operavam depois a sua dissipação, nomeadamente com a aquisição de criptomoeda", lê-se na nota.

De acordo com a investigação, uma das arguidas terá participado em 19 burlas, mas serão já 31 as vítimas deste esquema fraudulento no que se refere à segunda arguida, que terá "recebido mais de metade do dinheiro" que foi "falsamente angariado".

Nesta operação, foram realizadas buscas, tendo sido apreendido diverso material informático, dezenas de cartões e informação bancários.

As duas mulheres detidas vão ser presentes a primeiro interrogatório judicial para aplicação de medidas de coação, adianta a PJ.

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