Número de feridos devido a explosão em apartamento de Coimbra aumenta para cinco, um em estado grave
PAULO NOVAIS/LUSA

Número de feridos devido a explosão em apartamento de Coimbra aumenta para cinco, um em estado grave

O ferido grave tem 38 anos e estava no interior do apartamento quando ocorreu a explosão. A origem da explosão ainda não é conhecida, mas a suspeita é que tenha ligação com o gás.
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O número de feridos após uma explosão num apartamento de um prédio de sete andares em Coimbra aumentou para cinco, um deles com gravidade, disse aos jornalistas o vereador da Proteção Civil Municipal.

Segundo Ricardo Lino, o ferido considerado grave, que foi transportado para os Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), tem 38 anos e estava no interior do apartamento quando ocorreu a explosão.

Três dos feridos estavam nas imediações do apartamento, como nos corredores, e uma mulher, habitante do prédio, estava na rua quando foi projetada pela força da explosão.

Dos cinco feridos, dois deles foram considerados ligeiros e assistidos no local, enquanto três foram transportados para os HUC.

A vítima ferida com gravidade, que estava dentro do apartamento na hora da ocorrência, “estava soterrada debaixo dos escombros” e sofreu um “traumatismo abdominal”, estando agora a ser acompanhada pelos serviços de saúde de Coimbra.

Entre as vítimas, há ainda uma senhora de 75 anos, que sofreu queimaduras, e uma jovem com 27 anos.

Segundo o vereador da Proteção Civil Municipal, a origem da explosão ainda não é conhecida, mas a suspeita é que tenha ligação com o gás, que foi preventivamente cortado pelas autoridades.

A explosão ocorreu no primeiro andar de um prédio no Vale das Flores, na rua Augusto Marques Bom, tendo o alerta sido dado às 10:25, quando muitos dos moradores já não estavam em casa.

A explosão causou danos “consideráveis no apartamento em si” e “projetou alguns escombros”, além da própria onda de choque, causadora de danos no prédio, nalgumas viaturas e em edifícios nas proximidades.

“A explosão em si, pela sua força, ouviu-se praticamente em toda a cidade à volta do Vale das Flores e obviamente que a força da explosão provoca ondas de choque nos prédios contíguos”, acrescentou.

Nos edifícios adjacentes, o estrago está mais ligado aos vidros e janelas, que já foram partidos pelos bombeiros, para evitar que se quebrem nas ruas.

O edifício onde sucedeu a explosão foi evacuado e o município de Coimbra vai analisar quem necessita de alojamento para os próximos dias, adiantou o vereador Ricardo Lino.

"Os serviços municipais de Proteção Civil, com o apoio do Serviço de Ação Social e também da Cruz Vermelha, estão a fazer o acompanhamento psicológico de algumas pessoas e estaremos no local, obviamente, para dar esse suporte [de realojamento] quando as pessoas regressarem a casa, porque há pessoas que ainda não sabem o que aconteceu”, frisou.

Até às 12:30 de hoje, estiveram no local o Serviço Municipal de Proteção Civil, os Bombeiros Sapadores e Voluntários de Coimbra, a PSP e a Polícia Judiciária, para investigar o caso, algo “normal perante um cenário deste aparato, que, de facto, foi uma explosão grave”.

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