Miguel Ribeiro Henriques foi nomeado coordenador da Estrutura de Missão para o Licenciamento de Projetos de Energias Renováveis 2030 (EMER 2030), após a demissão do anterior responsável, o enfermeiro Fábio Teixeira, cuja nomeação gerou polémica por falta de experiência na área.A designação, com efeitos a 02 de março, foi publicada esta terça-feira, 17 de março, em Diário da República e surge depois da saída de Fábio Teixeira do cargo poucos dias depois da sua nomeação.De acordo com o despacho, assinado a 26 de fevereiro pelo presidente da EMER 2030, Manuel Nina, entre as competências atribuídas ao novo coordenador estão a publicação de relatórios de monitorização de resultados, a implementação de sistemas de gestão e controlo interno e a adoção de medidas que previnam irregularidades.O despacho determina ainda que o cargo é equiparado, para efeitos remuneratórios e de competências, “a direção intermédia de 1.º grau”.Segundo a nota curricular, Miguel Ribeiro Henriques é licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e mestre em Direito do Trabalho e das Empresas pelo ISCTE, estando inscrito na Ordem dos Advogados desde 2017.Atualmente, exerce funções como vogal na Junta de Freguesia de Alvalade, com pelouros ligados ao ambiente, espaço público, licenciamento e equipamentos, tendo anteriormente assumido responsabilidades nas áreas da segurança e proteção civil.O percurso profissional inclui ainda atividade como advogado em sociedades como a Algebra Capital e experiência como advogado estagiário na Servdebt e na SPS Advogados.Criada em março de 2024, a EMER 2030 tem como missão acelerar o licenciamento de projetos de energias renováveis no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência e do Plano Nacional de Energia e Clima 2030.A nomeação do novo coordenador ocorre após a demissão de Fábio Teixeira, enfermeiro de formação, que tinha sido escolhido para o cargo em fevereiro..Enfermeiro coordena energias renováveis. Presidente da EMER justifica nomeação com critérios legais e técnicos . A escolha do anterior responsável gerou polémica por este não ter experiência profissional nas áreas de ambiente, sustentabilidade ou energias renováveis, apesar de o presidente da estrutura ter defendido que cumpria os critérios legais e técnicos e destacado a sua experiência em gestão de projetos.Fábio Teixeira acabaria por apresentar o pedido de exoneração menos de uma semana após a sua nomeação, que foi aceite pelo presidente da EMER 2030.Na altura, fonte oficial do Ministério do Ambiente e Energia tinha indicado à Lusa que a ministra Maria da Graça Carvalho não foi informada da escolha e que tinha tido conhecimento através da comunicação social..Ministra do Ambiente não foi informada de nomeação de enfermeiro para a estrutura de renováveis. Segundo a mesma fonte, a ministra considerou que “nunca poderia concordar” com a designação de um profissional sem experiência na área para uma estrutura “tão especializada e vital”, numa referência ao facto de Fábio Teixeira ser enfermeiro de formação e não ter percurso em ambiente ou energias renováveis.