El Juli reconheceu-lhe valor e Orgullito voltou ao campo

Depois de uma lide brilhante em Sevilha, o público pediu e o toureiro madrileno indultou o toiro. E saiu da Real Maestranza em ombros

Sevilha não precisa de apresentação ao mundo dos toiros, como El Juli dispensa apresentação. Mas ontem foram palco e protagonista de um momento histórico: depois de uma lide notável, Orgullito, o último toiro lidado na Real Maestranza, foi indultado.

O toureiro madrileno não acabara ainda a faena ao touro de 528 quilos da ganadaria de Garcigrande, de Salamanca, e já a praça era inundada de lenços brancos nas mãos do público, pedindo que a vida do toiro fosse poupada, como prémio da sua bravura.

A lide de Julián El JuliLópez foi brilhante, com o capote, a templar um toiro de grande nobreza, depois com a muleta, perante o negro que nunca se rendeu e que investiu até ser recompensado com a própria vida, numa coreografia perfeita entre homem e besta, que resultou no delírio da quase totalidade dos mais de 12 500 lugares da Catedral do Toureio. O diretor da corrida acedeu ao pedido e exibiu o lenço cor de laranja do seu camarote, selando o momento alto da festa, com a saída do artista em ombros pela Porta do Principe.

Em Espanha, o indulto é o maior prémio que pode ser atribuído numa tourada, sendo concedido quando o toiro revela qualidades de bravura extraordinárias. E nestes casos, em vez da morte na praça, o animal regressa ao campo até ao fim dos seus dias.

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