Doutorou-se aos 91 anos com uma tese que demorou 30 anos a escrever

"Demorou algum tempo porque eu fiz pausas", explicou a francesa Collete Bourlier, que se doutorou "com distinção" com uma tese sobre imigrantes

Uma mulher francesa de 91 anos acaba de conseguir o seu doutoramento numa universidade do leste de França, com uma tese em Sociologia que levou 30 anos a escrever. Colette Bourlier, que decidiu fazer o doutoramento quando se reformou, em 1983, doutorou-se "com distinção", segundo conta a agência noticiosa Agence France Presse.

"Demorou algum tempo a escrever porque eu fiz pausas", afirmou Bourlier, que se doutorou na Universidade de Franche-Comte em Besançon, no leste da França.

A sua defesa teve lugar esta terça-feira. A tese é intitulada: "Trabalhadores imigrantes em Besançon na segunda metade do século XX", e baseia-se em parte no seu trabalho enquanto professora para imigrantes nessa cidade do leste de França.

Um doutoramento em França costuma demorar três anos a preparar, mas Bourlier trabalhou na sua tese durante três décadas. Torna-se assim numa das pessoas mais velhas de sempre a doutorar-se no país.

O orientador de Bourlier, Serge Ormaux, disse à Agence France Presse que a idosa era uma estudante "extremamente atípica", acrescentando: "É provavelmente a única pessoa que conhecia cada aspeto com tanto pormenor, e que conseguiu juntar todas as pontas. Apoiou-se em análises estatísticas".

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