Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, em Coimbra, inundado.
Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, em Coimbra, inundado.MIGUEL A. LOPES/LUSA

Diminuição da chuva desagrava situação, mas mantêm-se a vigilância dos caudais dos rios e a preocupação com deslizamentos de terras

Cerca de 26 mil clientes continuam sem energia, segundo indicou a Proteção Civil.
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A melhoria do estado do tempo está a proporcionar um desagravamento das situações de cheia, menos rápido nas zonas mais afetadas, com os deslizamentos de terra a merecerem uma especial preocupação das autoridades, segundo o comandante nacional da Proteção Civil.

O ponto de situação sobre a resposta ao quadro hidrometeorológico no país até às 12:00 deste domingo, 15 de fevereiro, apresentado por Mário Silvestre na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) em Carnaxide, Oeiras, aponta para “um desagravamento das situações” decorrente da situação meteorológica, caracterizada por “períodos de chuva ou aguaceiros, mais frequentes no Minho e Douro Litoral”.

As autoridades mantêm, contudo, uma situação de vigilância nos rios Mondego, Tejo, Sorraia, Sado, Minho, Coura, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Sousa, Vouga, Águeda, Lis, Nabão e Guadiana, estando o Plano Especial de Emergência para Cheias da Bacia do Tejo ativado e a um nível vermelho.

Mário Silvestre alertou para os riscos do deslizamento de terras, que tem afastado bastantes populações, e que pode inclusive registar-se em terras que já tenham sofrido estes deslizamentos.

Reforçou, por isso, as recomendações das autoridades para que as pessoas se afastem das zonas de risco e que comuniquem fissuras que identifiquem no solo, bem como quedas de árvores ou deslizamentos.

Lembrando que ainda existem 123 planos municipais de emergência ativos no país, Mário Silvestre explicou que no Rio Mondego os caudais estão a ser regulados para tentar garantir que não há mais nenhum comprometimento da população por causa da questão do rompimento do dique.

Na quarta-feira, a rotura de um dos diques do Rio Mondego junto a Coimbra provocou o colapso de um segmento da A1.

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Em relação ao Rio Tejo, afirmou que “os caudais que estão a ser descarregados pelas barragens espanholas também diminuíram”.

Neste encontro com a comunicação social para um balanço a situação, Mário Silvestre apresentou os mais recentes dados oficiais que apontam para 18.947 ocorrências, entre 01 de fevereiro e as 12:00 deste domingo.

Para responder a estas situações foram envolvidos 64.301 operacionais e empenhados 26.339 meios.

Mantêm-se sem energia 26.000 clientes, dos quais 16.000 nos distritos de Leiria e Santarém, segundo dados da E-Redes, citados por Mário Silvestre.

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