Dezasseis formandos da GNR em Portalegre assistidos por problemas respiratórios e digestivos
Dezasseis formandos do Centro de Formação da GNR em Portalegre deram esta terça-feira, 22 de setembro, entrada no hospital daquela cidade com "problemas respiratórios e digestivos", indicou à Lusa fonte da Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Alentejo.
De acordo com o porta-voz da ULS do Alto Alentejo, Ilídio Pinto Cardoso, os formandos começaram a dar entrada no hospital no “período da manhã”, tendo “alguns já recebido alta".
As aulas presenciais no Centro de Formação de Portalegre da GNR foram retomadas esta terça-feira, depois de terem sido suspensas devido a uma praga de percevejos, mas a Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) alertou que o problema se mantém.
Confrontada com esta situação que envolve 16 formandos, o dirigente da APG/GNR, Eládio de Pinho Rodrigues, condenou a decisão tomada de se regressar às aulas presenciais naquele centro de formação.
“A nossa reação, obviamente, é de condenar, temos de condenar todas as decisões que foram tomadas e, efetivamente, não se percebe porque foram tomadas, colocando em risco a saúde destes instruendos”, lamentou.
Para o responsável, já estava em causa uma questão de “saúde pública” com o surgimento de uma praga de percevejos e, agora, poderá tratar-se, segundo o dirigente, de um caso que poderá ser “negligência clara”.
“Já tínhamos uma questão de saúde pública por causa da questão dos percevejos e agora temos uma questão que, presumindo que eles tiveram assistência médica por causa dos produtos que foram utilizados durante a desinfestação, ora estamos aqui a falar de uma negligência clara”, defendeu.
O dirigente da APG/GNR disse ainda que deveria ter sido estendido o período dos formandos nas suas casas e, desse modo, “tinha-se evitado todas estas questões”.
Eládio de Pinho Rodrigues disse também que a APG/GNR enviou “um novo ofício” para o comando da Guarda, “com conhecimento ao ministro” da Administração Interna, Luís Neves, “novamente a alertar e a pedir a resolução urgente” deste caso.
Na semana passada, as aulas presenciais foram suspensas, entre quarta e sexta-feira, devido à “presença de percevejos” em “alguns espaços” de alojamento e instalações sanitárias do centro de formação, revelou a GNR à Lusa, na altura.
Ainda assim, segundo a Guarda, a atividade letiva continuou a decorrer nesse período, em regime de ensino à distância, através de meios ‘online’.
A Lusa questionou esta terça-feira a GNR sobre este caso, mas ainda não obteve respostas.

