Danos em infraestruturas são a principal causa dos prejuízos contabilizados.
Danos em infraestruturas são a principal causa dos prejuízos contabilizados.Reinaldo Rodrigues

Contas do mau tempo continuam a subir. IP mobiliza 2000 operacionais e responde a 4200 ocorrências

Vodafone promete a clientes que serão ressarcidos do valor faturado através de crédito a partir da próxima fatura. Já Governo afirma que vai rever rede escolar.
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Os últimos dias têm sido de sol, mas o mau tempo que assolou o país durante cerca de três semanas ainda vai dando muito trabalho, em especial quanto aos prejuízos, que continuam a ter de ser calculados, e às medidas para mitigar os impactos, que precisam ser postas em prática.

Nas telecomunicações, a Vodafone garantiu ontem à Lusa que os seus clientes das zonas afetadas pela intempérie vão ser ressarcidos do valor faturado através de crédito a partir da próxima fatura. Isto porque “devido ao automatismo dos processos de faturação da empresa” foram emitidas faturas a alguns clientes que ficaram sem serviço em consequência da depressão Kristin, “o que não foi possível interromper em tempo útil”, disse a fonte oficia da operadora.

Na Educação, o Governo anunciou que vai rever a rede escolar das zonas mais afetadas pela tempestade, para, em articulação com as autarquias, fazer uma recomposição da oferta escolar em vez de soluções temporárias.

Também ontem, a Câmara de Abrantes estimou que os prejuízos provocados pela Kristin, as cheias do Tejo e as chuvas intensas e persistentes das últimas semanas já ultrapassem os 10 milhões de euros, afetando sobretudo infraestruturas públicas.

Valor semelhante em prejuízos - 9,9 milhões - foi estimado pela autarquia de Rio Maior, a maior parte relativos a danos em estradas municipais. Mais a norte, Vila do Conde contabilizou quatro milhões.

IP mobiliza 2000 operacionais e responde a 4200 ocorrências na recuperação da rede rodoferroviária

A Infraestruturas de Portugal (IP) registou mais de 4200 ocorrências no conjunto das redes rodoviária e ferroviária nacionais, tendo já sido reaberta a quase totalidade da infraestrutura sob gestão da empresa.

"Para garantir a resposta a estes eventos extraordinários que tiveram impacto praticamente em todos os pontos da rede ferroviária e rodoviária, a IP mobilizou todas as suas equipas, e prestadores de serviço, tendo o dispositivo atingido, cerca de 2.000 operacionais, 622 viaturas, 13 limpa-neves e 31 equipamentos ferroviários pesados", indica uma nota enviada às redações.

A IP mantém uma média de cerca de 200 intervenções diárias no terreno, "assegurando operações contínuas de desobstrução, reparação de infraestruturas, estabilização de taludes, reposição de sistemas de sinalização e restabelecimento das condições de segurança e circulação, tanto na rede rodoviária como na rede ferroviária, garantindo uma resposta permanente e atual às necessidades de recuperação".

Na rede rodoviária nacional sob gestão da IP, com cerca de 13 000 quilómetros, foram registadas, desde 21 de janeiro, 3632 ocorrências no Centro de Controlo de Tráfego, incluindo cortes e condicionamentos de troços, danos em pavimentos, instabilidade de taludes, deslizamentos de terras e quedas de árvores.

Foram contabilizados 336 cortes temporários de estrada, encontrando-se atualmente ativos 44 troços (cerca de 1,21% do total), dos quais 36 correspondem a situações de natureza estrutural e oito a condicionamentos conjunturais.

Para assegurar a resposta na rede rodoviária foram mobilizados, em média, 1500 operacionais, 550 viaturas e 13 limpa-neves, tendo sido aplicadas 1641 toneladas de massas betuminosas, 8.491 toneladas de pedra e 630 toneladas de sal-gema. "A grande maioria da rede encontra-se reaberta", explica a IP.

Já na rede ferroviária nacional foram registadas 633 ocorrências entre 28 de janeiro e 15 de fevereiro, das quais 532 já foram resolvidas pelas equipas de manutenção da IP, tendo sido mobilizados 405 operacionais, 72 viaturas ligeiras e de mercadorias e 31 equipamentos pesados.

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