Paulo Cunha
Paulo Cunha

Comissão LIBE aprova relatório com cunho português que dará tratado internacional de Inteligência Artificial

Documento conduzido pelo eurodeputado Paulo Cunha estabelece salvaguardas globais para proteger direitos fundamentais e a integridade democrática.
Publicado a
Atualizado a

A Comissão das Liberdades Cívicas, da Justiça e dos Assuntos Internos (LIBE) do Parlamento Europeu aprovou esta terça-feira o relatório que recomenda o consentimento à Convenção-Quadro sobre Inteligência Artificial, Direitos Humanos, Democracia e Estado de Direito. O processo foi liderado pelo eurodeputado Paulo Cunha (PSD), que assume as funções de relator deste dossiê e de Chefe da Delegação do PSD no Parlamento Europeu.

A aprovação deste relatório constitui um passo fundamental para a ratificação do primeiro instrumento jurídico internacional vinculativo dedicado a regular o ciclo de vida dos sistemas de inteligência artificial (IA). O objetivo central da Convenção é garantir que o progresso tecnológico não compromete os pilares do Estado de Direito, assegurando a compatibilidade da IA com os direitos humanos em escala global.

Proteção contra manipulação

Durante a sessão deste dia, Paulo Cunha destacou que o texto aprovado pela comissão parlamentar integra salvaguardas essenciais contra os usos mais sensíveis da tecnologia. O relator português enfatizou a urgência de regulamentar áreas com potencial de influência social, como a IA conversacional e a IA autónoma, focando-se em três eixos prioritários: o combate à desinformação, a defesa da democracia e a salvaguarda de grupos vulneráveis.

"Dar consentimento a esta Convenção é afirmar que a tecnologia deve servir as pessoas, proteger os mais frágeis e reforçar, e não enfraquecer, a democracia", defendeu Paulo Cunha, citado em comunicado enviado ao DN, sublinhando que a inovação responsável exige a integração de direitos fundamentais desde a fase de conceção dos sistemas.

A Convenção, sob a égide do Conselho da Europa, transcende as fronteiras da União Europeia, contando já com a assinatura de parceiros estratégicos como os Estados Unidos, o Reino Unido, Israel e o Japão. Esta abrangência visa criar um padrão de referência internacional, promovendo a transparência e a responsabilidade no desenvolvimento tecnológico global.

Com a aprovação em sede de comissão, o relatório será agora submetido ao período de sessões plenárias do Parlamento Europeu para a decisão final de consentimento.

Paulo Cunha
Parlamento Europeu vota primeira Convenção Internacional sobre Inteligência Artificial com relator português

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt