Cascais volta a bater recorde no turismo

Vice-presidente da câmara garantiu que recorde de mais de 1,2 milhões de dormidas atingido em 2014 foi ultrapassado no ano passado. Impacte anual na economia do concelho é de 350 milhões de euros

Os números oficiais só são divulgados "daqui a três semanas", mas Miguel Pinto Luz assegurou esta sexta-feira que, com base na informação dos hoteleiros, Cascais obteve, em 2015, um novo recorde no número de dormidas. Em 2014, tinham pernoitado no concelho 1 202 918 pessoas.

De acordo com Carlos Carreiras, presidente do município, este valor correspondeu a um retorno direto de mais de cem milhões. O valor sobe para 350 milhões quando se contabiliza os outros gastos.

O autarca, que falava à margem da sessão de apresentação da programação cultural e desportiva do concelho para este ano, acredita que 2016 será um ano de novos recordes para Cascais no setor do turismo, mas ressalvou que, mais do que "quantitativo", o salto tem de ser "qualitativo e de preço".

"Continuamos a ser um destino muito barato", defendeu Carlos Carreiras. No ano passado, adiantou o Miguel Pinto Luz, o preço médio por quarto foi de 91 euros - em 2014, tinha sido de 88,24 euros.

Para esta subida terá contribuído o facto de uma grande cadeia de hotéis - a Intercontinental - ter aberto uma unidade em Cascais. Este ano, adiantou o presidente do município na sua intervenção, deverão implantar-se outras duas cadeias e, em 2017, uma terceira.

Carlos Carreiras considerou, aliás, que a existência deste tipo de hotelaria em Portugal é essencial para que o setor do turismo não se ressinta quando o Norte de África voltar a ser um destino estável e desejado. "É uma forma de tornar os turistas mais cativos", justificou aos jornalistas.

A aposta passa ainda pela existência de uma programação de eventos de qualidade e de cariz internacional. Este ano, a autarquia vai investir nesta área 8,6 milhões de euros, a maioria dos quais financiados pelas receitas do jogo.

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