A Avenida Marginal e a Linha de Cascais vão ser cortadas no sábado à noite em Algés para a instalação de uma ponte, que vai ligar a Alameda Hermano Patrone ao Passeio Marítimo, anunciou esta terça-feira, 14 de abril, a Câmara de Oeiras.Em comunicado, o município do distrito de Lisboa indica que os trabalhos vão começar pelas 22h00 e que o trânsito na Marginal e a circulação de comboios serão cortados uma hora antes.Numa nota entretanto divulgada, a Infraestruturas de Portugal (IP) e a CP – Comboios de Portugal especificam que a interdição da linha vai ocorrer no troço entre Cais do Sodré, em Lisboa, e Caxias, no concelho de Oeiras.Os trabalhos devem estar concluídos pelas 05h00 de domingo, altura em que a Avenida Marginal e a linha férrea vão ser totalmente reabertas à circulação.A Câmara Municipal de Oeiras refere que a obra a realizar será a elevação da “estrutura metálica da nova passagem superior pedonal do Dafundo, um tabuleiro composto por duas vigas treliçadas de aço que vai ligar a Alameda Hermano Patrone ao Passeio Marítimo de Algés”. . Classificando a obra como uma “operação de engenharia de alta precisão”, a autarquia precisa que a infraestrutura, assinada pelo arquiteto Gonçalo Byrne, disponibiliza um vão livre de 67,20 metros, elevadores e escadas “que vão assegurar a acessibilidade de todos, bem como a ligação do tecido urbano à frente ribeirinha”.A ponte era uma promessa antiga do presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, para melhorar a ligação entre aquelas duas zonas.Até agora, a ligação entre Algés e o Passeio Marítimo tem sido feita através de um túnel, que é encerrado em determinadas horas.Em dias de eventos no Passeio Marítimo, como o NOS Alive, o público tinha de fazer parte do Itinerário Complementar 17 (IC17) a pé para chegar ao outro lado da linha de comboio.Para garantir a segurança de quem pretende assistir à instalação da ponte, a Câmara de Oeiras recomenda a utilização do recinto principal do festival NOS Alive e apela ao cumprimento de algumas regras de segurança nas imediações dos trabalhos.“Deverá ser minimizado ao máximo qualquer ruído e deverá evitar-se o uso de ‘flash’ em aparelhos fotográficos ou telemóveis para não causar distrações à equipa técnica. Na área de intervenção, a captação de imagens aéreas e a utilização de drones abaixo dos 30 metros de altura serão proibidas”, indica a autarquia.