A presidente da Câmara Municipal de Coimbra revelou à CNN Portugal que pediu ao Governo “para manter na próxima semana” o estado de calamidade na região e explicou que estão a ser feitas descargas controladas na barragem da Aguieira para impedir inundações em zonas urbanas.“A nossa barragem é a da Aguieira. Está completamente cheia e temos estado a fazer descargas controladas. Temos cheias controladas. A preocupação é, com a APA, irmos monitorizando, hora a hora, este caudal. A nossa maior preocupação é a partir de domingo à noite, há a previsão de muita chuva. Estamos a trabalhar com juntas de freguesias e IPSS, a retirar animais do canil, avisei para não se estacionar e circular à beira-rio. Bombeiros e GNR estão a fazer monitorização. Hoje e amanhã não há esse risco e estamos a aproveitar para esvaziar a barragem, para criar capacidade de encaixe. Com a chuva poderá não ser suficiente. Felizmente ou infelizmente, a população destas zonas já está habituada. Já sabemos, em caso de emergência maior, onde colocar as pessoas que estão em lares. Não temos falta de informação”, afirmou Ana Abrunhosa.A autarca contou que em Coimbra ainda há “milhares de pessoas sem energia elétrica”, mas reconhece que o município que preside não é o mais afetado. “Leiria, Marinha Grande, Pombal e a zona de Castelo Branco foram muito afetadas. Sem energia elétrica, não há bombagem da água. A queda de árvores também provocou queda de postes de alta tensão. É muito perigoso cortar árvores quando estão emaranhadas nos fios elétricos. A maior preocupação neste momento é a falta de energia elétrica”, frisou, salientando que a “prioridade é salvar vidas e animais”..Após a devastação, a ajuda. Fotogaleria da operação de limpeza em Leiria.Marcelo em Leiria admite que resposta "podia ter sido mais rápida" e exige foco nas prioridades de recuperação