Cientistas detetam os traços de oxigénio mais distantes do Universo

Investigadores identificaram o mesmo ar que respiramos na Terra numa galáxia a 13,28 mil milhões de anos-luz de distância do nosso planeta

Astrónomos detetaram os traços de oxigénio mais distantes do Universo, numa galáxia a 13,28 mil milhões de anos-luz de distância da Terra e quando o Universo ainda 'dava os primeiros passos', foi divulgado.

As observações foram feitas com o ALMA, um radiotelescópio operado no Chile pelo Observatório Europeu do Sul, organização astronómica da qual Portugal faz parte.

A descoberta da assinatura de oxigénio, elemento essencial para a vida tal como se conhece, na jovem galáxia MACS1149-JD1 sugere, segundo os cientistas, que os ambientes ricos em elementos químicos evoluíram rapidamente.

O Universo tem uma idade estimada em 14 mil milhões de anos.

A galáxia foi observada com o ALMA quando o Universo tinha 500 milhões de anos, o que significa, de acordo com uma nota do Observatório Nacional de Radioastronomia dos Estados Unidos, que a MACS1149-JD1 começou a formar estrelas ainda mais cedo, 250 milhões de anos depois do 'Big Bang', um 'fogo-de-artifício' de partículas que marca o início do Universo.

Uma equipa de astrónomos de instituições dos Estados Unidos, Reino Unido e Japão reconstruiu a história da formação de estrelas na galáxia utilizando dados obtidos na luz infravermelha (invisível) com os telescópios espaciais Hubble e Spitzer, ambos operados pela agência espacial norte-americana NASA.

Os resultados do trabalho são publicados hoje na revista científica Nature.

Exclusivos

Premium

Liderança

Jill Ader: "As mulheres são mais propensas a minimizarem-se"

Jill Ader é a nova chairwoman da Egon Zehnder, a primeira mulher no cargo e a única numa grande empresa de busca de talentos e recursos. Tem, por isso, um ponto de vista extraordinário sobre o mundo - líderes, negócios, política e mulheres. Esteve em Portugal para um evento da companhia. E mostrou-o.

Premium

Viriato Soromenho Marques

Madrid ou a vergonha de Prometeu

O que está a acontecer na COP 25 de Madrid é muito mais do que parece. Metaforicamente falando, poderíamos dizer que nas últimas quatro décadas confirmámos o que apenas uma elite de argutos observadores, com olhos de águia, havia percebido antes: não precisamos de temer o que vem do espaço. Nenhum asteroide constitui ameaça provável à existência da Terra. Na verdade, a única ameaça existencial à vida (ainda) exuberante no único planeta habitado conhecido do universo somos nós, a espécie humana. A COP 25 reproduz também outra figura da nossa iconografia ocidental. Pela 25.ª vez, Sísifo, desta vez corporizado pela imensa maquinaria da diplomacia ambiental, transportará a sua pedra penitencial até ao alto de mais uma cimeira, para a deixar rolar de novo, numa repetição ritual e aparentemente inútil.