A falta de água e os protestos dos residentes no concelho levaram a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho (esq.), a reunir-se com a presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros.
A falta de água e os protestos dos residentes no concelho levaram a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho (esq.), a reunir-se com a presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros.Foto: António Cotrim / Lusa

Assembleia Municipal de Almada discute moção de censura ao executivo de Inês de Medeiros

Falhas no abastecimento de água no concelho levaram à apresentação do documento por parte do PSD/Almada, que acusa autarquia de não ter feito um "planeamento adequado".
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A Assembleia Municipal de Almada vai apreciar esta terça-feira (21 de julho) uma moção de censura à liderança socialista da câmara municipal, apresentada pelo PSD, que responsabiliza a autarquia pelas falhas no abastecimento de água no concelho.

Ponto único na ordem de trabalhos da reunião extraordinária da Assembleia Municipal de Almada - que terá lugar a partir das 21h00 na sala Pablo Neruda, no Fórum Romeu Correia, em Almada -, a moção de censura surge na sequência das sucessivas falhas no abastecimento de água, que afetaram milhares de famílias em todo o concelho, bem como muitos setores de atividade, particularmente a restauração e a hotelaria, entre outros.

Em declarações à Agência Lusa o presidente da Comissão Política Concelhia de Almada do partido, o também vereador Paulo Sabino, frisou que “não houve planeamento adequado, não se investiu” e, por isso, surgiu este problema da falta de água.

A Câmara Municipal de Almada, liderada pela socialista Inês de Medeiros, tem quatro elementos eleitos pelo PS, três pela CDU (PCP-PEV), dois pelo PSD e outros dois eleitos pelo Chega. Em minoria, o PS assinou um acordo de governação com a CDU.

A moção de censura do PSD, mesmo que seja aprovada, não é vinculativa e, por isso, não terá qualquer efeito prático na continuidade do executivo, mas Paulo Sabino espera que seja “um abre-olhos” para a presidente.

Desde o início do mês que têm ocorrido falhas no abastecimento de água no concelho de Almada, com especial incidência na Costa da Caparica, tendo a câmara municipal decretado situação de alerta.

Entre as medidas definidas pela autarquia estão o corte total do abastecimento de água durante a noite em determinadas zonas do concelho em períodos pré-anunciados e a proibição de todas as utilizações de água da rede pública que não correspondam a usos domésticos ou essenciais.

No passado fim de semana, os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Almada anunciaram um reforço das ações de fiscalização para garantir uma “utilização responsável” de água e a identificação de “diversos pontos com perdas significativas”.

Os SMAS anunciaram também a realização de diversas ações para reparar diversos pontos com perdas significativas de água e detetar e eliminar ligações irregulares à rede pública, algumas destinadas à alimentação de sistemas de rega.

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